quarta-feira, 27 de novembro de 2013

terça-feira, 26 de novembro de 2013

CALA A BOCA! - Links e mais links e links!

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Há uns tempos atrás me esforcei, meditei, depois divaguei pois estou desempregado e a maior certeza do mundo é de que oficina vazia é a cabeça do demônio, cobra, mochila de criança, belzebu.
Mas agora estou me esforçando pesado, e acho que tenho conseguido.
Eu acho que 95% das pessoas que eu conheço são grandes filhas de putas paus nos cus mentirosos do caralho.
Juro.
95% acho que sem exagero. E as 5% não são meus melhores amigos não, nem eu. Mas creio que me esforço bem e até posso me encaixar no grupo.
Inclusivo é visível a """exclusão""" que sofre por não fazer parte do status em que a gente vive no facebook, mas sem dramas, eu quero tanto que todo mundo se foda.
Então, eu queria gritar pra todo mundo que NÃO! Você não é poeta, não é fotógrafo, não é intelectual, não é cult, não é hipster, não é hype, não é transão, não é espiritualzão, não é todas essas porras que acham que são.
Acho que aconteceu um conflito de interesses meu (e de mais pessoas claro) com o ritmo ao qual se segue a maioria das pessoas agora.
Eu, há anos atrás, queria muito achar que era tudo, me definir tudo e não queria saber de nada. Só queria dizer que sou.
Hoje, eu quero que se foda qualquer nomeclatura de qualquer buceta que vocês queiram se auto declarar. Eu quero aprender mais.
Então, eu queria pra todo mundo calar a porra da boca (pelo teclado)! Mas claro, que ninguém nem lê, e mesmo que lesse, não me ouviria hahaha.
Então foda-se!

ENTÃO aproveitando, acho que se encaixa nesse desabafo aqui, esse vídeo fofo e totalmente coerente.
http://www.mindbodygreen.com/0-11785/20-things-we-should-say-more-often.html

Esse CD, você tem que ouvir esse CD. É punk pra dançar. E dançar é daora caralho.
http://www.youtube.com/watch?v=rc30gQSFLFU


SÓ. FALOU

terça-feira, 19 de novembro de 2013

"Mas as palavras sempre me vieram como culpa, quase nunca como estrelas..." - Aprendendo A Mentir

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Quem foi o palhaço que disse que esse negócio de falar a verdade é bom? Quem foi esse sacana?
Isso foi a maior patifaria que eu já li na vida.
Enquanto éramos novos, diziam em todos os cantos que a mentira é um câncer na sociedade, que a mentira destrói, mata, corrompe. E que talvez o ser humano tenha prazer em mentir, e isso era errado!
Eu sempre levei a sério demais tudo que me parecia fazer sentido, então tomei isso como verdade. Não porque me via obrigado, mas porque eu achava bonito ser sincero. Sempre.
Era adolescente e comecei a ler alguns livros e ouvir algumas músicas que, talvez, tenham sido culpadas por isso. Tudo que eu ouvia me era muito sincero e honesto, ainda que muito sujo. Tudo que eu lia me parecia mágico, e me entrou na cabeça a ideia de que livros faziam mágica porque os poetas, escritores e artistas tinham um jeito único de lidar com os sentimentos, que provinha, provavelmente, do quanto eles conseguiam ser sinceros em suas palavras. Frase a frase. Página por página.
E eu, que sempre fui muito sensível, num contexto geral da palavra, e sempre tive a cabeça borbulhando de pensamentos doentios, psicodélicos, e coisas pra dizer, me encantei pela ideia de ser aberto.
Cabeça aberta, coração mais aberto ainda.
E de repente, me tornei quem eu sou. Alguém que ri muito de si mesmo, ao invés de tentar esconder defeitos e vender qualidades, alguém que adora discutir, porque adora expôr ideias e adora aprender coisas novas, alguém que não ataca as pessoas com sentimentos ponta de faca, mas que jamais esconde sentimentos que me vem como flores. Eu sou alguém que fala o que pensa, quando acha que tem que falar, o coração transborda. E também transbordam a cabeça e a alma, e sempre escapa.
Até aqui tudo parece bem bonito.
Até a segunda página, onde percebo que as palavras por vezes fogem de mim e nunca mais me voltam.
Eu me lembro de tentar conquistar o coração ou a cabeça pelos ouvidos de algumas meninas bonitas que conheci, ou mostrar pra amigos coisas que meus olhos viam mesmo, e não se costuma dar certo.
Enfim, a questão é que não se preza mais tanto pelo que é sincero, a individualidade vem batendo forte, obviamente, e só se preza mesmo pelo que nos agrada, e isso faz de mim, um escroto que sempre gostou de jogar palavras por aí, um azarado da porra.
Veja bem, não que eu não minta, eu minto pra caralho. Eu minto tanto quanto pessoas normais, talvez até mais, mas tenho sérios problemas de mentir quando eu me importo demais com a pessoa que vai ouvir, quando a verdade é boa de se ouvir, quando as coisas já me tornaram pigarro de cigarro na garganta, e não tá dando mais pra me conter.
Mas na maioria das vezes que as palavras fugiram de mim assim, igual aquelas dentes-de-leão, espalhadas no ar, e não dava mais pra pegar de volta, pois cada uma foi pra um lado e fez um sentido diferente.
Então, depois de estar mais velho, e cheio de minhas manias, começo aprender a mentir. A ocultar aquilo que me vem lá de dentro, que me acelera a pulsação só no pensar na possibilidade de falar, aquilo que me faz suar frio. Aquilo tudo já não tem tanta razão, já não se faz mais necessário, já não parece de grande importância.
Foda. Infelizmente pra mim sim, ainda tem tanta urgência, quando meu coração acelera, ou vem calafrios por conta de coisas boas, de algum sentimento bom que me bate.
Mas hoje, faz muito mais sentido guardar pra mim.
Hoje, percebo bem que parecer sem sentimento é muito mais atraente no geral pra esse mundo afora, do que ser aquilo que sou: alguém que aflora, que se transborda em tudo que faz, sente, pensa.
Então que se fodam as frases bonitas quem dizem pra você sempre se expressar, ser sincero. Foi um cara que não tinha merda na cabeça que pensou isso. De repente, ninguém nem disse nada disso e eu que entendi de algum lugar.
De qualquer forma, mentir parece fazer tão melhor para as relações sentimentais que tenho, e concluo isso pensando nas pessoas que passaram e não ficaram porque ouviram o que eu queria dizer.
Hoje é bem melhor parar por aqui, naquela ânsia que vem e passa, se a gente conta até dez.
Hoje fica assim, longe aqui do lado.
Distante aqui perto.
Eu, muito mais quieto.


"Não deixa as mulheres saberem que você liga, se não elas vão matá-lo."
- Bukowski

"Custou caro ser assim, fiel companhia a solidão, mas toda a dor valerá!"
- Rodrigo Lima

escrevi isso há uns tempos atrás, mas dias desses fez tanto sentido, que lembrei de postar agora!
eu até fiz uma música disso, mas só eu ouvi então não sei se ficou boa ahaha.

Enfim... Faz tanto sentido, e me lembrei duma música que fala, além da citada acima, sobre isso.. ou não! Enfim!
"Por tantas vezes pensei saber o que fazer
Mas sempre acabei por tomar cuspido em minha cara tudo o que acreditei
E já não posso suportar
Já não consigo acreditar que vai ser diferente ou vale a pena tentar
Carregamos tantos vícios que já não há virtudes pra contar
Cultivamos precipícios em que despencamos sem pensar
E a história não para e não procuramos saber se realmente queremos viver sem aprender
Como pude ser tão idiota e voltar se tantas vezes eu errei
Como pude segurar em suas mãos se eu sei
Sei que você vai me largar e que não vai adiantar o gosto amargo nunca vai passar
Carregamos tantos vícios que já não há virtudes pra contar
Cultivamos precipícios em que despencamos sem pensar
E nunca conseguimos nada
Todos sonhos que tivemos condenamos ao esquecimento e ao nosso próprio desprezo
E nós que tanto lutamos, tanto sofremos e erramos, acabamos por achar tudo aquilo sem graça demais
De nada vai adiantar fingir certeza em seu olhar
Se toda vez terminamos por recolher os cacos que restaram de nossa auto-estima
Quando outra vez plantamos cinzas que nunca vão florescer no jardim de nossos sonhos!"



"Mas as palavras sempre me vieram como culpa, quase nunca como estrelas..."
Sérgio vaz.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

LINKS LINK SLINKS LINSKL LSD ISANDDKALDDLASNSDF INTERESSANTES!

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Tá aqui, ou estou eu aqui ok, postando mais links interessantes que podem vir a ser úteis para mim mesmo ou para as almas desabitadas que vagam por aqui.

Quadrinho pesado com a história da nossa vida:
http://croniquadrinhos.blogspot.com.br/2013/11/perfeicao.html

Esse vídeo aqui ensinando a fazer leite de qualquer castanha (simples demais), para você que talvez considere evitar o leite de vacas ou tem intolerância a lactose:
http://vista-se.com.br/redesocial/leite-de-castanhas/

Essa matéria FODA da Super sobre as dez "invenções" que ainda vão mudar o mundo:
http://super.abril.com.br/cultura/10-coisas-vao-revolucionar-mundo-621680.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

Esse site com fotos de gente famosa na infância:
http://misturaurbana.com/2013/05/jardim-de-infancia-dos-famosos/
Detalhe: Einstein não mudou nada, só criou bigodes e perdeu cabelo ha-ha
Hitler parecia o jovem Walter Kovacs, assustador desde sempre.
Kurt, já doente, mas lindão. E Luther King parecendo o Gary Coleman

Esse site/blog questionando uma possível (na sua cara!) bolha imobiliária no país.
Claro que tem falhas, a comparação é feita sem lembrar que nos EUA só quer se vender caro onde tá "dando dinheiro". Mas vale lembrar que você, com 80 mil, não compra nada em bairro descente de nenhuma cidade "grande" no país.
http://estamosricos.blogspot.com.br/



domingo, 17 de novembro de 2013

tempo, espaço, hora, lugar, onde tempo, tempo por que tempo, tempo


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Dias atrás, conversando com uma mulher que tinha acabado de conhecer, fui perguntado sobre minha idade. Curiosamente, eu não soube responder de prontidão.
Eu tenho 23 anos agora. e quando fui questionado, parei, por segundos, pensei... 22? Ou eu tenho 24? É 23 mesmo? Em que caralhos de ano eu nasci?
1990! Isso eu tenho certeza.
E fazer a conta rápida me demorou bem mais do que deveria. Mês que nasci e o mês que estamos? Quantos dias tem até meu próximo aniversário?
Ao ponto em que respondi - 23! É isso! - fui surpreendido com a reação. Não quanto ao fato de eu parecer mais velho, isso eu já me acostumei, eu sou velho desde quando nem me sentia velho, mas quanto ao fato de ver que os dias que contabilizam a minha existência, sugerem que a forma como eu devo me portar em certas ocasiões.
Depois de alguns minutos de conversa, eu lembrei, enquanto ouvia algumas asneiras, que, como dizia Lewis Caroll, todos os meus dias, menos 23, eram meu desaniversário!
São tantos desaniversários, tantas datas que eu não guardo, que eu não lembrava de tudo que eu precisava lembrar, nem do que eu queria lembrar.
E me peguei, desapegado demais com a concepção do que é tempo, e tempo-espaço. De repente, me lembrei de que não lembrava quanto tempo tinha passado, nem quantos muros, e de que, de alguma forma, não importava mais contar.
Se o tempo que passou não volta, e analisando duma forma paralela, não foi o tempo quem passou por mim, fui eu quem passei pelo tempo, considerando a compreensão de que tempo é relativo, e distância de minutos, horas, dias, anos, são coisas ilusórias. O tempo não corre, quem corre somos nós. o tempo simplesmente está ali, como uma coisa metafísica, o tempo não se move e sou eu quem passo em voltas e caminhos por ele.
Isso me fez pensar. Porra, quantos anos eu teria se eu não tivesse contados todos os meus dias, até hoje?
Se essas subdivisões intermináveis de contagem de "tempo" não existissem? Será que viveríamos muito mais devagar por não ter pressa? Por não ter que "correr contra o relógio"? Ou será que criaríamos muito mais, pelo fato de não termos certeza de quando é o final?
Quanto anos será que eu acharia eu teria? Será que talvez o ser humano criasse a vida toda? Sabe, esse negócio de horas, dias, meses, anos, fazem as pessoas produzir mais considerando que tem um tempo certo pra parar. E se não houvesse essa noção?
Quanto tempo será que eu teria se eu não soubesse que devo ter tempo certo pra tudo?
E será que Caroll realmente coerente? Será que dia após dias é nosso desaniverário? 350 dias por ano, eu deveria comemorar cada desaniversário nessas horas?

Eu e meus costumes de dar overclock nas minhas faculdades mentais.
Comecei a viajar muito nisso.
Essa concepção de tempo é quanto exata? Digo assim, os povos antigos, se guiavam pela posição do sol e das estrelas, para saber onde estavam "no ano". Mas se eles não tinham um calendário numérico, logo eles só sabiam dizer que de um verão a outro passou um tempo, e sim, contavam os dias, mas somente os Sumérios se não me engano, foram os primeiros a marcar "horas".
Antes disso, eram dias, baseados na observação total da natureza, ok. Mas isso foi só pra dar uma ideia do que eu quero dizer.
Eu digo assim, hoje se é contado o tempo "exato", se baseando no estudo, nos movimentos do planeta e astros. E dizem que inclusive, cada ano, tem me média alguns décimos de segundos a mais, em média, devido a mudanças climáticas, terrestres, posição no sistema solar.
Mas se os cálculos permitem erros, me penso: e se toda essa contagem não realidade não devesse existir? E se soubéssemos somente que estamos em ciclos? Qualquer maior tentativa de exatidão seria errada?
Fiquei pensando que tudo isso seria melhor. Será que as conversas não teriam tanto final? O quantos nos prenderíamos aos compromissos por questão de tempo? E o quanto nos envolveríamos mais com tudo, simplesmente pelo fato de que não correríamos contra o tempo? Na minha cabeça, tudo parece melhor, o cigarro fumado, a água bebida, o primeiro espreguiçar da manhã, o sexo, o som e o todos os envolvimentos humanos. Tipo, foda-se quanto tempos estamos juntos, porque não sei direito o que é tempo, lembro de que alguns verões passaram, mas não sei dizer quanto tempo faz, sei que estamos juntos aqui até agora, até a hora que alguém decidir partir!
Na ocasião, não saberia idealizar isso de tempo, então ninguém teria que pensar nisso.
Nos dedicaríamos a tudo que fizéssemos por inteiro. 100% o tempo todo, porque qualquer hora e qualquer tempo que passasse, seria todo o tempo.
É aquilo, só acaba quando termina.


acho que inclusive, eu não perderia tanto tempo falando merda e viajando nas teorias das conspirações mais doentes do mundo.
De qualquer forma, era isso que eu estava pensando.


sábado, 9 de novembro de 2013

Coisas e coisas e coisas e coisas e coisas e coisas e coisas e coisas

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Como criatividade tem sido rara nos últimos dias, o que é uma pena, mas to desmunido de sentimentos. Hahaha

Então, postarei alguns links interessantes dos últimos dias da minha vida, só pra constar mesmo, pra mim mesmo provavelmente haha, pra que eu libere umas abas do Chrome!

Essa foto do macaco-tailandês-vestida-de-gente-pra-pedir-dinheiro fazendo pose de VJ do Disk MTV
http://www.hypeness.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Pertu-Saska-a-kind-of-you-6.jpg
(no site do Hypeness tem a matéria toda, vale a pena, se pá)

ESSE Brainstorm (?) das marcas que você com certeza consome e de como sua vira gira em torno de quase isso.
E tem ESSE também que é mais numa escala mundial.

ESSE texto desse blog, que apesar de falhar um pouco na minha opinião, quase explica perfeitamente porque você que nasceu no final dos 80's ou nos meados dos 90's, se sente/sentirá frustrados nesses momentos na casa dos vinte e poucos.
E ESSE texto da SuperInt, falando sobre um comportamento que com certeza você já presenciou, se não o é.
ESSE texto bem legal também sobre a nossa hipocrisia de condenar o que consumimos, nessas épocas de rei do camarote, é legal lembrar.
Queria falar sobre esses assuntos.

ESSA matéria com as fotos dos trampos que o gênio Banksy fez por NY no último mês.

ESSE link pra ouvir o Yoga, Stress e Cafeína, o primeiro álbum do Rancore, que apesar das críticas, é dos melhores álbuns de rock independente da década passada. Um dia queria resenhar sobre ele.

ESSAS músicas que você com certeza conhece mas talvez nunca soube d'onde.

Acho que é só.

E como é que a internet tem refletido na mídia? No caso, acho muito mais na publicidade, do que no entretenimento produzido?
Não aguento mais ver o Fábio Portcha!
Foda-se!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Um passo por vez.

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Houve um dia em que eu quis te dizer tudo que eu pensava, eu estava tão sem paciência e achava que era a coisa certa, estava convicto. Você me conhece, eu nunca soube ser contido, sempre gritei tudo o que me vem a cabeça, instantaneamente quase sempre, e sempre paguei por isso.
Dessa vez, eu trazia notícias boas.
Eu tinha parado pra pensar que, em pouco tempo, eu estava realmente precisando de você. Não no sentido carente da coisa, no sentido de que aquela rotina era, pra nós, tão usual que, mesmo eu me mantendo duro na queda nos últimos dias, eu estava tão balançado quanto você, ou mais. Tudo isso, porque percebi que, quanto mais eu me fazia de parede, mais eu via que você era o meu chão, e não meu teto. Eu precisava de você, eu estava feliz por, finalmente, ter me acostumado a tudo isso, e acostumar dessa vez, e só dessa vez, não parecia algo ruim.
_

Hoje, quando acordei, encontrei o teu bilhete dizendo que tinha que voltar para casa da sua mãe e, do mesmo jeito que um raio vem dizer que chove, tão rápido e forte, você escreveu "Você tinha razão: nada dura.". Eu lembro dessa frase, do dia em que eu a disse, e daí em diante, porque toda hora me vinha na cabeça que deveria me desdizer. Não se diz pra alguém que vive em conto de fadas que eles acabam.
Certa ela. Ela quem vivia feliz, em contos de fada, e eu encarando o mundo, como o mundo é: ruim.
E de alguma forma, quando eu percebi que vinham em mim todas as coisas que eu nunca soube dizer de forma bonita, era tudo tarde demais. Você fez igual o Coyote: estava pairada no ar sem cair, e só caiu, quando olhou e viu que não tinha mais chão.
E a culpa é minha, que não percebi a tempo, chão era ela, eu realmente era parede.

Então vou dar um passo por vez...

Fate, up against your will...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Testes Políticos, que zona! (e alguns links)

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Legal, achei um teste aqui na internet sobre posições politicas, bem na época eu que eu estou meditando para não pensar mais sobre isso, afinal as pessoas que eu conheço que adoram o assunto, são radicais para ambos os lados e isso, como me bem definiu o teste 1 abaixo, não combina NADA comigo.
Além do que, ser radical seja no que for, é uma extrema perda. É o que eu acho.
Antes eu era assim, com música, passei um tempo trabalhando minha mente para aprender a ver diferenças e respeitá-las e que críticas e desprazeres não devem ser comentados com ódio.
Hoje continuo um puta dum cara chato, mas acho que tenho aprendido lidar com isso, até porque né...

Anyway...
Teste 1 - Esse teste vê as opções que mais combinam com cada lado, mas não generalizam, mas olha que interessante, logo quem? Logo eu, um social-democrata! HAHAH legal, eu fiz o teste na maior sinceridade, mas enfim, nunca esqueçam, eu acho tudo uma grande palhaçada.
Mas, de resto, sem novidades, totalmente cosmopolita e secularista, ainda bem.
http://www.politicaltest.net/test/result/401677/

Teste 2 - DA VEJA! Hahaha ah hatters choram, e eu choro.
A Veja disse que eu sou um Liberal de Esquerda! hahaha que foda. Mas só lembrando que esse teste, obviamente, é muito restrito em separar lados, e menos amplo e não tem a opção neutro, o que dificulta mas até parte do questionário, eu tava parado no centro, ahahaha, que lixo.
http://migre.me/XlQK

Teste 3 - Diagrama De Nolan! Então, esse sempre é bem recomendado mas achei bem curto, mas enfim, funciona legal até, considerado a falha de que ele originou o teste nos EUA, e algumas questões eu responderia bem diferentes se eu morasse lá, obviamente.
Enfim, ele me disse que sou centro, pendendo a esquerda. Belê.
http://www.diagramadenolan.com.br /questionario/centrist?locale=pt

Teste 4 - Political Compass - Esse teste também bem longo e com algumas questões roubadas nos testes 2 e 3, ele é mais analítico, tem bastante perguntas, ainda que também não ofereça a opção Neutro, oferece bastante embasamento. Curiosamente ele me deu quase o mesmo resultado do da Veja, um Esquerdista Libertário (não liberal pelo que entendi), mas não radical em nenhum dos cantos, obviamente.
Resultado aqui: http://www.politicalcompass.org/printablegraph?ec=-5.12&soc=-5.33
Teste aqui: http://www.politicalcompass.org/test
(disseram que esse teste é feito no começo e final da matéria de Ciências Políticas. Não sei, mas sei que na página do resultado próprio seu, tem um texto bem legal explicando coisas que eu adoro.)

O que me deixa realmente confuso, e isso prova pra nós, é que alguns consideram o anarquista como o socialista liberal, que foi geralmente onde mais me enquadrei, mas alguns consideram o liberal como o anarco-capitalista, e no final das contas, ninguém entende nada mas todo mundo quer apontar o dedo pra te chamar de alguma coisa, no caso de você ser contrário a ideologia de tal pessoa.

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Além disso, de legal?

Esse post com 35 fotos de lugares abandonados que são bem legais
Esse site de baixar livros que eu ainda não conhecia! (Nesse link vai pro Bukowski que eu tava dando uma olhada)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

E o caso do vídeo do cara da moto do poliça dos tiros da política do psdb do pt das manifestações dos direitos humanos dos direita/esquerda, ENFIM

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Mamãe, no céu tem Hornet? E morreu...

É... complicado.
Nem queria falar desse assunto até porque realmente é bater em morto, sabe? Todo mundo falando, mas eu vou falar aqui, e prometo tentar ser conciso!

Eu acho, de certa forma, meio assustadora a forma como todas as coisas que acontecem iniciam uma guerra política nesta juventude facebookeira, o que eu só posso dizer pelos jovens que eu conheço, incluindo eu.
É um vídeo forte, eu acho que é, e acho também que foi por ser forte que se tornou viral em tão pouco tempo, a cena do assalto com arma na cara, o policial que reage rapidamente ao que vê, o bandido que cai e ali parece frágil, o dono da moto que não sabe o que faz mas diz que o bandido tem que ir pro inferno.
Pois bem, eu não acho que realmente seja algo a ser aplaudido como muitos fizeram, é até assustador a gente ver a gente mesmo batendo palma pra violência, não importa de onde quer que ela venha, só assusta.
Mas o que me assustou mesmo foi essa reação exagerada de muita gente, de ambos lados da moeda. Uma diversidade de comentários surgem. Surgiram os primeiros, os que aplaudiram de pé e acharam louvável a atitude do policial, esses seriam os de direita, radicais. Então surgiram os que são de esquerda, com uma certa generalização sobre as pessoas que apoiaram o ato, o que soou bem radical também.
Então surgiram opiniões gerais, de pessoas que se declaram anarquistas e foram contra, e pessoas de centro que se dividiram, e pessoas que fizeram uma opinião tomando pressupostos como causa, e agora
 venho eu dizer que não sei ao certo de tudo.
O que eu sei após ver várias vezes o vídeo completo e deixo como opinião é:
Primeiro, podemos incluir assaltante de moto de luxo, como a Hornet, no grupo de pessoas que "roubam para viver"? Não. Por experiência própria, não de burguês estudante da sociedade, e sim de alguém que mora/morou em lugares humildes e conheci caras e caras. Tem caras que roubam mesmo 100 reais de mercadinho de vila, e de repente bancam algo que falta em casa mesmo. Mas um cara que chega de comparsa, com arma na cara, roubando moto, não é porque foi vítima de sociedade não, pera lá.
Não que ele não tenha sido vítima do capitalismo voraz que gera, aqui, uma desigualmente absurda, mas o Brasil teoricamente tem 6% de moradores de favela ou 11 milhões de pessoas. Imagina você se todo mundo que fosse morador de favela, decidisse ganhar a vida tomando de assalto tudo que vê?
Viveríamos (mais do que já vivemos) em uma guerra civil.
Mas não acontece isso, certo? As pessoas em extrema pobreza se sujeitam a fazer os serviços considerados "invisíveis" da sociedade. Serviço esse que, quem fica idealizando e gritando raiva política, seja esquerda ou direita, quase nunca se sujeita a fazer.
Então podemos ao menos melhor antes de tudo, acho eu.
Assaltante de moto pega moto pra fazer mais fitas ou pra vender peças.
Brinca nas contas: um cara rouba uma CGzinha, faz, pelo menos, 300 conto esse rolê. Se ele fazer esse corre uma vez por dia, só de segunda a sexta, já são 6 barões por mês. O que, meu amigo, é bem mais que eu já sonhei em fazer por mês na vida.
Fora que, não precisaria nem acordar as 5, 6, 7 da manhã igual fazem milhões de brasileiros sofredores, principalmente as pessoas mais pobres.
Segundo, o policial agiu certo? Isso também tem gerado discussão, acho que foi o que mais gerou discussão. Por ele ter atirado, então por isso, eu assisti o vídeo umas 1356 vezes.
Infelizmente, agiu. É. É foda ver isso.
Mas o que dá pra observar é, na mesma fração de segundo em que o oficial abre a porta, o bandido já vê. Não dá pra realmente ouvir se o policial teve tempo hábil de dar voz de prisão nessa ocasião. Mas dá pra ver que o bandido levou uma das mãos a cintura, tão é que o policial, após derrubar o rapaz com dois tiros, tem como primeira reação retirar a arma do alcance do rapaz.
Seja ele um policial bom ou não, corrupto ou não, truculento ou não, é instintivo do ser humano, a auto-defesa. O policial na dúvida, tendo o poder de garantir a própria vida/segurança, atira duas vezes e garante o desarme do bandido. Não sei dizer se o policial queria matar ou que ligaria pra vida do rapaz, mas fato é que, se esse policial tiver um pouco de conhecimento em atirar, fica um pouco visível que ele não atirou pra matar, afinal os dois tiros acertaram perna e abdômen. Pela distância de cerca de nem 4 metros inteiros, ele poderia ter atirado na cabeça e peito.
Certo ou errado, cruel ou não, disposto ou não, violento ou não, o que o policial fez foi o que a maioria de nós faríamos se estivéssemos nós correndo risco de vida, ok? Agora podemos questionar o fato de o policial, já fora de serviço, porém ainda fardado, ter saído de seu carro para tomar uma atitude?
Bom, mediante os eventos que aconteceriam no momento, pra ele não ter atirado, somente ele não ter saído do carro. Agora, ele ter saído do carro foi uma grande decisão.
Afinal, se ele não sai do carro, passa reto, o que acontece é que nada muda, a não ser um cidadão lesado e mais um crime pra estatística de crimes que a policia não evitou.

Então concluo, não sei qual é a desse policial.
Mas perceba, o policial não tava defendo o do playboy, do Estado. O policial estava fazendo cumprir a lei. Talvez além dos limites, talvez não.
Só lembrando que o rapaz, dono da moto Hornet, é um vigilante, que fazia bicos às vezes, assim como qualquer pessoas que quer e precisa complementar a renda.
Fato é que é necessário analisar os aplausos. Li algo por aí que dizia "absurdo aplaudirem essa mesma policia que faz isso e aquilo, que mata pela ordem do Alckmin, que bate em policial no Rio.. etc."
Paraê!
Será? Será que é esse cara é assim? Será que não? Acho extremamente ridículo quem reclama de generalização (tipo o dos protestos que acontecem), generalizarem na mesma medida.
É necessário pararmos pra pensar que os aplausos talvez, talvez não, tenham sido justamente pelo fato de o policial não ter sido omisso e ter nos afastado daquela imagem de que policial só faz merda, só defende o Estado, só protege o opressor.
Talvez os aplausos sejam por isso.

Certo ou errado, é foda julgar os outros, ainda mais virtualmente, e é o que mais acontece.
Não quero defender o policial, mas não posso ser hipócrita e dizer que foi crueldade.
O que acontece quando a bala come solta, a gente só sabe quando a bala come solta.
Falar, julgar, apontar, gritar... Pela internet, fica tudo muito fácil.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Discos Importantes Da Década Passada.

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A gente que é da geração final dos 80, começo dos anos 90, por aí, contempla muitos sucessos dos anos 90, e principalmente dos anos 80, claro.
Mas eu deliberadamente decidi escrever sobre alguns álbuns que foram extremamente marcantes para mim na década passada, 01 ao 2010!
É uma década onde eu já era mais velho e pude conhecer de perto e acompanhar melhor muita coisas na música, e principalmente, no rock. Rock este que é foco nos álbuns que vou escolher.

Considerando o Rock Nacional, vou escrever sobre álbuns que eu acredito serem importantíssimos, considerando alguns contextos que citarei.
Talvez desnecessário dizer, mas isso aqui é um blog onde coloco minhas opiniões, logo, não espero que ninguém concorde, no máximo, se eu apresentar algo novo pra alguém, já tá mais que ótimo.

Esse aqui foi um disco divisor de águas em minha vida, então não poderia deixá-lo de fora.
De fato, vou colocá-lo em ?ª lugar, até porque não pretendo seguir uma ordem de postagem, então posso postar o 1º lugar amanhã haha.

???º Lugar - Dance Of Days - A Valsa De Águas-Vivas.

Lançado em meados de 2004, a primeira coisa a ser comentada sobre ele, é que ele deu um aspecto profissional a cena underground hardcore/punk/emo na época, devido o excelente trabalho de produção musical realizado no estúdio El Rocha, SP. Foi um marco comparado a qualidade das produções das bandas do cenário na época, como o próprio anterior do Dance, o "Coração De Tróia". Isso, claro, era ocasionado devido a falta de recursos e a precariedade em que se sustentava a cena, sem nenhum apoio cultural.
Por essa e mais um monte de razões que nem todas vou citar, esse CD pode ser considerado o "boom" da cena no Brasil ou, ao menos, no eixo RJ-SP. Mas me refiro claro ao boom na própria cena independente, porque o boom nacional viria com a popularização do termo "Emocore" e a popularização de bandas pop's como NxZero, Fresno, Hateen, entre outras. O "boom" que me refiro é na própria cena, com o aumento notável de público no shows e, principalmente, de ouvintes,o que ocorreu devido ao o encontro, no mesmo ano, da popularização da internet banda larga, Msn, Orkut e por consequência, a popularização do compartilhamento/streaming/download das bandas independentes. Claro que outro fator que contribuiu para que esse CD se tornasse um marco no Rock Independente Nacional são as participações especiais excelentes, incluindo cantores que se encontravam no mainstream. Ao todo foram quatro: Fernando Takai (Pato Fu) em Adeus, Sofia; Badauí (Cpm22) em Vai Ver É Assim Mesmo; Jair Naves (na época Ludovic) em Dorian e Henrike (Blind Pigs) em Cem Mil Bolas De Neve.
Agora saindo das características sobre a produção e falando de música, o álbum é menos metafórico e agressivo que os dois primeiros, mas contém um lirismo único e poesias geniais, que firmaram, na época, Nenê Altro como o melhor letrista do Brasil.
A primeira música "Um Dia Comum", é uma porrada sentimental, capaz de arrepiar os pelos dos caras mais durões que você conhece. Abre mostrando a carga de sentimentalismo sincero que Nenê iria expressar em todas as próximas músicas: um Nenê cantando em tons mais baixos e com menos berros, mas não com menos fúria e paixão nas coisas que ele tinha pra dizer.
Na sequência temos as canções mais pops do álbum, Vai Ver É Assim Mesmo e Adeus, Sofia, a primeira parecendo um som pra gritar a plenos pulmões e bater-cabeça no final, e a segunda pedindo isqueiros acesos e olhos marejados. 
A quarta faixa que, em minha opinião, é a melhor do álbum (e uma das mais importantes da minha vida) e dá nome ao primeiro livro do vocalista: Os Funerais Do Coelho Branco. É interessantíssima a simbiose entre a letra desistente, e a melodia melancólica, destaque para o final, onde ele descarrega tão forte a vontade de confessar que sabe do final infeliz, que parece que havia guardado os versos em sua garganta, e somente os soltou na hora da gravação.
A canção A Valsa Das Águas Vivas, que dá nome ao álbum, é incrível, tem uma rítmica ótima combinada com vocais extensos nas partes mais intensas e tem uma metáfora incrível. Já a canção Cem Mil Bolas De Neve, tem cara de hino punk, principalmente pela contribuição rasgada de Henrike, e trata de propor (em meu entendimento) que temos o Bola De Neve em nós, e não devemos mais esperar por um suposto retorno para que nos enchamos de esperança e perseverança.
"Quando O Veneno Sobe A Lança" , que parece curiosamente combinar com décima "Um Canto Para Caronte", ambas muito poéticas e com melodias que me remeteram a alguns pós-punks oitentistas, ótimas. A canção Dorian trata de mostrar uma interpretação da obra, analisando todo o obscuro que se coloca o letrista quanto a Dorian Gray. 
A música mais insana do disco é recheada de vocais ocultos, berros, riffs de guitarra que parecem hipnotizantes, e cativa tanto quanto faz pensar. Quando o dia aquece as sementes mortas fala sobre a queda, interprete do que.
Em seguida, caminhando ao final, o disco assume uma pegada um pouco mais pop, porém Antítese pode ser considerada uma música excepcional, justamente por se citar a exceção as rotinas, com uma cozinha que dá intensidade ao som, essa música para mim tem os melhores vocais do CD, intensos demais.
Chegando ao seu final, temos "Nada Demais" e "Trabalhando Em Um Bom Título (Mas Que Não Seja Repetitivo)", são mais pops, com melodias felizes e letras que aparentemente, ao menos, tratam de amores, mas não deixam de ser ótimos sons.
A obra se encerra com A Vitória (Ou Coisa Que O Valha), uma ótima canção, com uma mensagem libertária e anarquista, que mesmo pra quem não entendia alguns conceitos filosóficos na época, recebeu a mensagem positiva da música, incentivando a fazer, como fez na época Nenê, o que você quiser e deixar falsos pilares para trás, sejam eles quais forem.
Finalizando minha análise, digo que esse CD mudou a vida de muitos moleques(as) perdidos, tanto quanto eu(haha), e inseriu muito gente na cena incrível do rock/hardcore/punkrock/emo daquele momento.
É um disco denso, que precisa ser ouvido com carinho e repetitivamente para que se absorva a carga, e descarregue a sua.




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Só crianças.


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Somos só crianças, meu senhor.
Disse então que era culpa de quem que o mundo não dizia mais nada pra mim?

Não era culpa de Deus, e nem sei se da falta Dele.
Quem me crucificava eram os homens de Deus, que me arrumavam uma história completa de vida, só de me ver aos chãos.
E os que não eram homens Dele, nem me viam nas ruas.
Me ignoram e ignoram, dizem que existem tantos prós maiores.

Não eram os animais que me mordiam e picavam e eram cruéis comigo.
Eu também fui cruel com eles, sabe, é uma guerra da carne.
Talvez eles façam falta.
Talvez os bravos que levaram todos eles de mim, saibam menos ou nada sabem de mim, e deles.

Somos só crianças, meu senhor, por favor, apague essa luz?

Essas luzes todas nos matavam bastante, e a culpa não é do brilho.
É do escuro que faz nos cantos que a gente fica.
É da falta de luz em excesso, tão em excesso quanto a quantidade de luzes para eles que quem ver.
A falta de luz em nós fez com quem o brilho da luz pros outros soasse como medalhas e então tentaram tirar-nos do escuro.
E nos viram. E então pensaram em nos matar.

E nem é você, claro que não né?
Nunca é você.
É sempre o próximo. O outro.
Já te vi, e te vi tanto e tanto.
E nunca soube fazer nada.
E a culpa é dele, do outro, do próximo, do vizinho, daquele, enfim.
A culpa nessas frases é "nunca minha".
Eu sei, eu te conheço.

Diz pra mim, senhor, por quê estamos aqui?
Somos só crianças e não sei pra onde ir.
Juro que se eu soubesse, tinha ido desde quando nasci.

Você nunca sabe, não me destrata, é hipócrita:
Finge que eu não existo.
E é por você não me ver, todo dia eu corro.
Todo o dia eu morro, embaixo da ponte, ou em cima do morro.
Na mão da polícia ou na mão do ladrão.
Com a sua ignorância e pela sua indecisão.

Eu sou um resto, eu sei disso.
Eu sou o resto da sua comida, o resto do seu troco, o resto da sua água.
Eu sou o resto do todo.
O resto da desigualdade, da economia prosperante, do que se diz protestante.
O resto de tantas mudanças, de tantas evoluções, das mudanças sociais, da atitude dos radicais.
O resto da miscigenação, da influência estrangeira e do jeitinho zé carioca.
Eu estou à margem. Nós estamos.
As ruas por onde ninguém passa, as roupas que ninguém usa, os cantos que ninguém olha.
Eu sou o que sobrou desse mundo.

Agora me ajuda, senhor: acima de tudo, somos crianças.
Somos só crianças.
Só crianças.


Enfim, faz tempo que não posto, mas esses dias eu estava planejando sobre a gravação de uma EP aí, e escrevi isso, era um desabafo. Tenho muita raiva das pessoas hipócritas que me cercam.
Isso é um esboço de um fim do mundo..




quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Regras não obrigatórias que todos nós deveríamos seguir.

1- Na escada rolante, deixe a esquerda livre pra quem está apressado.

2- Não atenda o celular quando você estiver sendo atendimento em balcões, mercados, enfim...
3- Coma de boca fechada
4- Não pare bruscamente em uma calçada com grande tráfego de pessoas.
5- "Cê é cego doidão? Então, baxa u faról!" A não ser casos extremos de necessidade, abaixe o farol e regula esse Xenon.
6- Em qualquer porta que serve tanto de entrada como saída, espero todos saírem, antes de entrar(principalmente no elevador!).
7- A vida não é um comercial do Club Social, então não espie o que o outro está fazendo, lendo, escrevendo por detrás dos ombros.
8- Não invada o espaço das outras pessoas.
9- Fora de seu quarto, quando tirar algo do lugar, devolva.
10- Não ultrapasse pelo acostamento.
11- Segure a porta quando perceber alguém vindo atrás de você.
12- Não bata portas, porque a vida também não é um episódio de seriado dramático.
13- E quando alguém segurar a porta pra você, agradeça.
14- NÃO SEJA aquela pessoa com milhares de itens num caixa rápido (que geralmente permitem entre 5 e 20 itens SOMENTE)
15- E por favor, não seja a mãe que usa seu filho que já anda, canta e dança no colo pra poder furar qualquer tipo de fila.
16- Não dirija falando ao telefone: é provado que você não conseguirá fazer os dois bem.
17- Não deixe os carrinhos de compras no meio do supermercado.
18- Cubra sua boca ao espirrar.
19- Não seja avarento, não pechinche se achou o preço justo.
20- Ao deixar alguém em casa durante a noite, espera até a pessoa entrar.
21- Não visite os outros sem avisar, principalmente aos domingos, que é o dia de descanso da maioria das pessoas.
22- Não leve drogas para a casa de alguém sem pedir permissão.
23- Não use passagens bíblicas como argumento fatídicos, a menos que você saiba que a pessoa compartilha de suas crenças.
24- Não sente em assentos preferenciais, e EM HIPÓTESE NENHUMA recuse ceder este lugar no caso de aparecer alguém mais necessitado.
25- Não estacione em vagas preferenciais, você provavelmente só parece, mas não é, um retardado.
26- Sempre que possível, coloque sua mochila em mãos quando estiver em pé numa condução cheia.
27- SEMPRE QUE POSSÍVEL, se você estiver confortavelmente sentado, ofereça-se para segurar alguma grande bagagem de quem está em pé.
28- Se você está de guarda-chuva, procure livrar as marquises para quem esqueceu o acessório.
29- TOME CUIDADO com os outros ao andar de guarda-chuva. A sua caminhada não é mais importante que a do resto mundo.
30- Não jogue lixo na rua.
31- Seja gentil no trânsito, animal! E, ao menos em dias de chuva, respeite a faixa de PEDESTRES.
32- Pedestre, respeite a sua faixa.
33- O seu gosto musical não é melhor que o do outro, só é diferente. SEMPRE!
35- Não assobie ou seja grosseira com mulheres na rua, na boa, até quando isso? Qual é o objetivo? Quem conhece alguma mulher que parou e disse "Ei, obrigado pelo "o potranca", adorei viu?"
36- Não use fins de relacionamentos como auto-piedade, na boa.
37- Não chame aquele conhecido que você não vê há tempos de "amigão" só pra poder convidá-lo para ir num esquema de pirâmide, sem nem perguntar se ele está bem, na boa, tenha ética.
38- Quando precisar ir num hospital, trate todos os funcionários tão bem quanto você trata o médico. vai por mim: geralmente todo mundo ali está fazendo um bom trabalho, e se tem gente com preguiça, geralmente são os médicos. Sem ofensas.
39- Não é porque você cheira pó, faz sexo grupal ou bebe o caldo da lata de sardinha que você é o vida L0k4 que tem o direito de chamar o próximo de careta, quadrado, etc.
40- Não seja o BABACA que, quando está conversando com alguém, fala pra caramba e quando chega a hora da pessoa falar você pega o celular e não presta a devida atenção. PORRA!
41- O valor do seu salário não determina o seu prestígio social e nem diz o tipo de pessoa que você é.
42- Pessoas que dizem sempre o que pensam sem se importarem com a situação em que o outro se encontra são idiotas.
43- Crianças são adoráveis mas pais, quando saírem de casa, cuidem das suas.
44- Não seja radical.  Religião, política, sociedade, são conceitos complicados e a não que você tenha embasamento científico sobre tais assuntos, não faça de sua palavra a única verdade aceitável no mundo.
45- Quando estiver dirigindo, pense como um pedestre e dê seta antes de fazer a curva, acredite: isso ajuda muita gente a atravessar.
46- Sorria, com ou sem motivo. Só feche o rosto se houver um bom motivo para tal.
47- Não seja arrogante, cumprimente as pessoas: bom dia, oi e tchau faz o dia de muita gente ser melhor.
48 - Não escreva listas. HAHAHAHAH

Eu dei muitos quotes e uma kibada no samurailol.com.br, eles tem uma lista assim, a qual me inspirei.
No mais acho legal, não quero dar uma de moralista, tem muitos erros que cometo, mas tento.
E muita gente não se policia, não tenta.
Esse é um grande problema.
Mas achei legal esses temas.
Pode ser útil.
Se discordar, senta a letra.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Resenha: Guia Politicamente Incorreto Do Brasil



Olá!
Acabei de ler esse livro, e gostaria de comentar e resenhar sobre ele.

Há tempos eu recebo recomendações sobre esse livro, e confesso que tardei a ler, infelizmente pois, agora pouco, quando acabei a leitura, conclui que é um dos melhores livros nacionais da atualidade.
O livro tem seus textos dissertativos, com um gênero literário de crônica, o que torna a leitura fácil e agradável.
Durante a leitura, me senti lendo uma revista, como por exemplo a Super Interessante, à qual o autor Leandro Narloch foi repórter também. Os capítulos parecem matérias de capa de revista: explicativos porém simples, citando referências e parafraseando obras, entrevistas, etc.. O que pra muitos pode ser um grande problema, inclusive motivo de infinitas críticas a obra e ao autor, são as referências que, teoricamente, confirmam os ataques feitos por Leandro.
Me indicaram o livro justamente pelo fato de que sou uma rara pessoa, em meu círculo social, que tem mania de não acreditar em nada do que vem mastigado. E essa obra é um prato cheio por, justamente, atacar partes da história tidas sempre como verdades intocáveis. E confesso que eu, um cara com um pé atrás, tive dificuldade em engolir algumas partes e mesmo após finalizar a leitura achando uma obra incrível, não tomei tudo como verdade e sim como uma outra possibilidade para cada história mal contada que temos em nossa história.
Mas falando agora sobre o conteúdo, muitos capítulos tem fatos inegáveis provando que os nossos livros didáticos nos enganaram, transformaram vilões e vítimas em heróis, e isso é interessantíssimo para quem quer, como eu, fazer uma comparação a situação atual do nosso país.
No começo do livro, Leandro já avisa que essa obra é um tapa na cara. Tem intenções de exaltar as partes ruins, de difamar o herói.
Joga na nossa cara que índios não sabiam cuidar bem da natureza, que provavelmente foram responsáveis pela extinção de diversas espécies. Negros conseguiam virar homens livres e então, viravam traficantes e proprietários de escravos. Zumbi Dos Palmares tinha escravos. Santos Dumont não inventou o avião e Aleijadinho tem um catálogo de obras em seu nome, mas provavelmente era somente um personagem literário. 
Os primeiros sambistas eram músicos que adoravam jazz e tinha formação, e foram aos poucos sumindo do mapa porque "a mídia" da época exaltava o novo samba que tinha a obrigatoriedade de fazer marketing de pobreza mesmo sem ter representantes das favelas(nossa, Emicida).
E próximo ao final joga na cara o fato de quem Dom Pedro II era um ótimo político, considerado louco em lugares do mundo por permitir a total liberdade de imprensa, gastava pouco e queria fazer Constituição.
E ainda, como um tapa forte e ardido na cara duma burguesia comunista, conta que Carlos Prestes era cruel, desorganizado e tem assassinatos no seu nome muito antes da ditadura militar. Obviamente foi criticado em blogs, sites e por parte da esquerda, porque tenta explicar que a ditadura militar brasileira foi uma das mais 'tranquilas' e progressistas do mundo e por comparar, em alguns momentos, comunistas a religiosos: acreditam num mundo perfeito e inflamam quando defendem sua filosofia (parafraseando Nietzsche), o que me fez rir demais, visto que não acredito nessas separações políticas em nossa terra e muito menos acredito que a teoria marxista nunca funcionará na prática devido a natureza humana.

Esse último capítulo especula ou cita fontes talvez não tão confiáveis, de qualquer forma, como acredito que na leitura dessa obra não devemos ficar divagando sobre política, afinal, é um livro de história.
E retomando o raciocínio sobre a obra no geral, é muito interessante ver e parar para refletir em algumas questões que, talvez involuntariamente, o livro te faz ter(ou, ao menos, me fez ter).
Ele lembra o fato, que raramente paramos para pensar, de que os índios, há apenas 500 anos atrás, não haviam nem passado pela idade da pedra ainda. Eles não conheciam a roda! Eles não conheciam o cão!
Isso nos faz pensar em como nosso país é novo. E analisando tudo, faz pensar que, às vezes, o comportamento terceiro mundista é circular.
E me faz pensar, principalmente, em como temos uma história tão recente e tão mal cuidada. 
Indico a obra para amigos que gostam de curiosidades, de indagar as coisas e de acrescentar informações sobre o lugar da onde você é.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Filosofia Da Viagem No Tempo.

Pare de pensar na sua vida, na sua jornada aqui como se pensasse num livro, ou numa estrada. Isso é o que toda filosofia vã diz pra você que é o que se espera que ela seja.
Mas a vida não tem nada a ver com páginas à escrever ou estradas pra escolher.
Não pense que assim como um livro, você pode voltar páginas, ou como um livro que você escreve, que você pode passar a borracha em algo.
Não pense como uma estrada, em que você pode ir e voltar, em que você poderia deixar migalhas de pão pra não esquecer o caminho da onde veio.
Sua vida não é nada, é apenas um mero devaneio talvez, se comparada à imensidão de todo infinito ao redor.
As horas não passam por você, é você quem passa por qualquer hora.
A vida devia ser vista como um momento. Sério. Esse momento em que você lê essa frase que eu escrevo. 
Esse momento acabou. 
O momento passou por você.
Não existe tempo. Se você fizer qualquer coisa boa, tudo passará voando, e você lembrará de algumas horas como se fossem alguns minutos, e você lembrará detalhadamente de tudo que te interessa.
E o que é desagradável pra você vai te tomar um grande tempo nesse espaço, e você não lembrará de nada, talvez, de alguns minutos de prazer num momento de sufoco.
Então não pense em ontem como algo que passou. Ontem é dois minutos atrás. Isso não quer dizer nada.
Passado é passado: anteontem, ontem, mês passado.
Passou por você e não está mais aqui e nem nunca vai estar. Só ficou o que você lembra.
Então considere toda a minha confusão e tente ao menos por um momento a minha loucura de imaginar que todo o tempo está aqui parado, esperando ser empurrado. 
Você só vai aonde você deveria ir.
Considerando tudo isso, pense que o amanhã é ilusório e não é distinto. É reflexo de hoje. E é pra onde você já caminha enquanto está tediosamente lendo minhas palavras.
Pense que amanhã é qualquer tempo pra frente desse exato, e que nesse qualquer momento você continua.
Te resta todo o tempo a oportunidade de fazer algo. Algo que deseje, que sonhe, que precise, que seja difícil mas necessário.
O tempo não vai passar, você está passando o tempo. É você que carrega ele, e não vice-versa.
Não importa onde, vá em qualquer lugar, faça qualquer coisa, abra qualquer porta, entre em qualquer lugar.
Não espere teu relógio acabar a bateria ou tocar um alarme no celular pra perceber que o tempo passou, passe você, o tempo vai sempre existe, simultaneamente: passado, presente, futuro.
Mas onde é que você quer estar?

28:06:42:12
"Bendito serás ao entrares, e bendito serás ao saíres. "
Deuteronômio 28:6
"E vos concederei misericórdia, para que ele tenha misericórdia de vós, e vos faça voltar à vossa terra. "
Jeremias 42:12

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Olho para os dois lados...

Toda rua que atravesso, olho para os dois lados.
Todo ônibus que eu pego, eu olho para os dois lados.
Toda praça que sento e pra cada cigarro que acendo,
eu sempre olho para os dois lados.

Dia ou outro, me pego suspirando sozinho, no meio da multidão.
Tantos lados, cantos, quinas, esquinas, um grande céu e pouco chão.
Procuro em algum canto, tentar enxergar o outro lado.
O lado em que eu não estou.

Atravesso a rua, e assim que pisei na calçada, lembrei:
Tenho hora marcada pra chegar, ônibus pontualmente fora de hora, 
Mas enquanto pensava nisso, avistei meu novo amor.

E é sim um amor à primeira vista, só que por outro lado, quarta ou quinta vista.
Cabelos pretos longos, pele café, olhos castanhos claros, vestido amarelo pastel, com flores brancas bem discretas.
E nós fomos felizes, sei que ela também foi.
Me olhou dentro dos olhos por cerca de 5 segundos, muito mais do que eu geralmente olho nos olhos das pessoas fúteis e desnecessárias que lido todos os dias.

Quem disse que não sou eu fútil? E ela também?
E quem disse que algum dia eu vou saber?
Eu não encontrei o outro lado, ainda.
Por todas essas razões que você não encontra um amor em qualquer esquina.

Eu não sei se vou encontrar outro lado.
Nas esquinas que eu passo correndo, onde é que eu paro pra pensar?
E das pessoas ao meu redor, quem parou e pensou em mim?
Quem me enxerga aqui? Se tem alguém, diz: que lado eu estou?

Eu estou na multidão, e ela não tem canto e não canta,
Eu estou no meio ou do seu lado?
E onde está você?
Em que lado?

Hoje sei que não morro atropelado, nem por carros nem por pensamentos.


"As ruas não mudam mas baby, talvez mudem os nomes..."


listening: agoraphobia - incubus

ando me sentindo tão sem criatividade, é a falta de sofrer e sentir, de coração...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O que eu vou ter pra dizer?

Eu me refiro somente a nossa forma de nos comunicar... Devemos ter passado por ápice na comunicação, em algum momento desse novo século. Estranho, porque, se passaram somente 12 anos, mas mais estranho é realizar o fato de que pra onde quer estávamos indo, nós desvíamos o caminho e caímos na estrada do esquecimento, no sentido de que, ainda que nós tenhamos feitos admiráveis em nossa forma de agir, aposto que perdemos muito mais.
Posso estar parecendo cético ou niilista, mas não é mau humor, é que hoje todo mundo se ama e não são mais só as crianças de 14 anos. Hoje, qualquer um pode ter razão se for bonito, porque aí tem acesso, e aí, tem razão.
O que eu quero dizer é que é tão fácil falar qualquer coisa e expressar qualquer sentimento que, justamente por isso, somos cada vez menos sinceros. Parece não fazer sentido no primeiro momento, mas é óbvio, pessoas começaram a ter um valor distorcido sobre o quanto vale uma palavra. Dizem que não vale de nada, e muitas vezes não mesmo. Por isso ficou banal, ficou fácil dizer qualquer coisa, sme que se pese consciência, sem que tenha significado.
Todo mundo diz que tem o que dizer, mas não liga pro que fala, escolhe palavras o tempo todo, pensa no que dizer e não diz nada que realmente expresse algum sentimento.
Falando nisso, quanto 'diz' num parágrafo né?
Eu imagino que, supondo que não cheguemos a um colapso, vai chegar qualquer hora insustentável em que não falaremos mais do que sentimos, usaremos fotos de paisagens ou casais se abraçando com frases que deveriam sair de nossas cabeças, ou nosso coração; ou tentaremos explicar qualquer situação sentimental parafraseando em algum filósofo ou escritor da moda ou, no caso de algumas pessoas, dando quote em algumas escritoras teens bizarras que se perdem na obviedade e repetição dos mesmos versos que se tinha aos 12 anos.
Claro que nossos sentimentos, às vezes são representados com melhor clareza por quem tem mais habilidade com palavras. Mas, como será que nos tornaremos, um dia, mais habilidosos com palavras se cada vez mais buscamos a explicação de um outro sobre o que nós sentimos? Se cada vez mais parafraseamos nossos sentimentos?
Acho que dificilmente conseguiremos evoluir, ainda mais se não tentarmos. Nossa evolução na nossa forma de nos expressar só vai acontecer quando nos esforçarmos para isso, quando procurarmos fazer melhor, quando buscamos dizer melhor sobre nós mesmos, dizer melhor do que já foi dito.
Quando nos ouvirmos mais, invés de só esperarmos a nossa vez de falar.
Mas, pra que isso aconteça, primeiro temos de realizar de que palavras valem alguma coisa e sentimentos importam!
Talvez, isso não aconteça mais... 
Talvez a futilidade vire a regra dos relacionamentos interpessoais e a insensibilidade seja o que se deve sentir, hoje em dia.
Mas eu não quero não, não quero viver nesse mundo onde eu vou ter que deixar na boca dos outros a explicação do que sai do meu coração.

Bem menos terapia, muito mais sensação...
Bem-vindo ao fim do mundo!

olha eu dando um quote: "Se palavras tem valor, por que não posso entrar?"

perdoem a repetição de palavras, escrevi no pique aqui, correndozinho.
fiz um outro texto sobre o meu descrédito do que há por vir, mas comecei pensar nesse e pus primeiro.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Do Contra - classicamente: eu!

"Marquei contigo em qualquer esquina, mas como sempre cheguei atrasado. Eu ia chegar na hora, mas dormi um pouco mais.
Calma, acho que marcamos na estação.
Uns chamam de rodoviária, outros chama de terminal, mas não poderia usar isso de desculpa de que errei o lugar.
Eu ainda gosto das bandas que gostava, há uns anos seis anos atrás, mas agora gosto de muito mais coisa, gosto de dançar, mas não sei, mas danço ainda assim... Só que só eu, sozinho.
Nem vou dizer que sou chato, tá meio implícito, mas gosto de mim assim, na real, às vezes dramatizo falando que não, mas gosto de ser quem sou e tenho tido problemas porque ultimamente tenho levado a sério a máxima "estarei por inteiro em minha presença".
Eu deveria me portar um pouco melhor. Mas penso muito em muita coisa, o tempo todo. 
Gosto de gente que come bem. Ainda que a gente tente, não dá pra disfarçar quem somos, quando estamos comendo.
Antes de te encontrar, lembrei que quero comprar uma sanfona ano que vem.
Quantos pensamentos se desenvolvem em mim enquanto estou sentado no ônibus?
Estava pensando onde tomaria uma cerveja com você. Me vesti com uma camiseta nova, uma calça que eu gosto e até dei uma limpada no tênis, mas de nada adianta, porque você pode não gostar das roupas que visto.
E, ainda bem, não me importo nem um pouco.
Nem me atentei ao fato de que você disse que odeia cerveja. Na verdade, me atentei, mas eu gosto de cerveja, então a noite fará muito mais sentido se eu estiver levemente embriagado  O que você vai beber, se não é cerveja, nem nada alcoólico, pouco importa.
Após pedidos de desculpas, eu pedir minha cerveja, acender um cigarro, sorrir pra você, sentir que 'agora tá valendo', você diz pra mim:
"Vai ter um show do Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, quer ir?"
Hm. Tanto esforço pra chegarmos até aqui.

É fácil ser certo, fazer o certo, agir conforme combinado.
Agora deixa eu estragar tudo, porque me é muito mais natural..

Minha resposta é espontânea e saí da minha boca antes que eu pense no que dizer: "Odeio esses artistas pseudo-intelectuais, queria ir num show do Falamansa."
O silêncio que beirou aquele momento precedeu tudo o que iria acontecer no resto daquela noite em vão.
E eu nem odeio esses artistas não, até acho algumas músicas simpáticas.
Mas eu sou assim. Da entrega.
Porque... Bom, posso estar enganado, mas até o pedaço em que li, a vida é feita de nossos desgostos e contrários, de teu calor pelo meu 'não'.
Talvez sim, talvez não.
Mas como sempre, esse sou só eu, e eu posso estar errado..."



antes que eu me esqueça, esse aqui é totalmente hipotético, a ocasião sabe? não existiu. haha
e é meio velho.
queria dançar um jazz. um beijo

terça-feira, 11 de setembro de 2012

do muro e do céu de casa

Era tarde de domingo, e eu nem estava ocupado.
Aos domingos, naqueles que não trabalho, gosto de ficar sem fazer nada, acordo tarde e faço um café e vou para os fundos de casa, que devido ao muro baixo me permite ver um bom pedaço das casas do bairro de trás.
Não tem contexto, mas acho importante frisar que quando sinto um vento fresco no sol que me arde a cabeça, me sinto vivo.
A casa do vizinho, também dá pra ver os fundos dela desse muro, tem uma janela de banheiro que vez ou outra, olho pra ver se tem pego alguém no chuveiro.
Estava pensando se toda euforia tem razão de ser.
Por que será que todo mundo que eu conheço está com pressa? 
"A vida cobra e.." blá. Ok. Eu não preciso de frases de capa de caderno pra me dizer que talvez eu devesse estar em outro lugar.
Me vem na cabeça todas as pessoas que conheço, quase todas estão com pressa, ou pra casar, ou pra ganhar dinheiro. Uns tem pressa de se encontrar.
Faz tanto tempo que acho que me encontrei.
Paro por um momento pra brincar com meu cachorro, jogo um osso e ele vem rapidamente me trazer de novo. Eu confio nele e na inteligência dele mais do que em boa parte das pessoas.
Conheço algumas pessoas que tiram tanto foto de paisagem para instagram, facebook, flickr mas nunca pararam de fato pra olhar o céu.
Deve ser porque perdem tanto tempo buscando foco. Engraçado. Qual será o foco do céu!?
Acho que sou eu, e só eu. Nesse momento.
Tem no mínimo umas cinquenta meninas mentirosas, que eu conheço, que dizem que homem deve ser inteligente, que beleza não importa. Obviamente, elas namoram caras que poderiam estampar a Men's Health ou coisa do gênero. Acho que elas estão crescendo tarde.
Conheci uns caras na vida, que se preciso fosse, pisariam em seus irmãos para conquistar uma menina qualquer. E eles nem eram tão chegados em sexo assim. Era mais conquistar.
Há de discordar, mas pra vocês é tudo sobre ter.
Eu queria parecer mais novo.
Lá no fundo da minha visão tem uma porção de árvores grandes, tipo eucaliptos, não sei, estão ao fundo, é a última coisa que a vista vê, vai chegar uma hora, daqui a pouco que o sol vai parar de bater nelas desse lado que eu vejo, e vai bater pelo lado de trás.
Daqui a pouco o vento forte que bate vai dissolver todas as nuvens no céu, são poucas, então percebo que elas não estão sendo carregadas e sim dissolvidas, acho que viram brisa, microgotas imperceptíveis que cairão sobre nós.
Mas eu não tenho certeza.
Nunca conheci ninguém que gostasse tanto de olhar o céu como eu.






a soundtrack da parada é: O que sobrou do céu - O Rappa / Thieves - Incubus
se alguém ler, favor palpitar sobre o novo e pobre porém simpático layout.
sei lá, se pá posto...!

domingo, 4 de março de 2012

Quanta criança....

Quanta criança não precisa de um sonho? De um chocolate?

De voltar pra casa e sentir a mão que afaga, não a que bate?

Criança que não conta no Censo, não tem validade.
Morre de canto, ninguém sente saudade.
Moleque que nasce pra linha de produção,
a roupa rasgada, rodinho na mão.

Criança gordinha, corada e sorrindo.
Presente pra ONU, UNICEF e político.
Pra todo mundo achar que o país é lindo.
Propaganda eleitoral trata gente como índio.

Criança pobre no Brasil tem o destino decidido:
Ou vai pra escola e passa fome ou vai pra rua ser bandido
Se tem 'bons pais' passa fome mas vai pra escola,
se é filho da desgraça vai pra rua pedir esmola.

Criança pobre que tenta estudar é o que político mais adora.
Vai na escola, fotografa, curiosamente em ano par, depois vai embora.
Ignora.

Tem político escolhendo fazenda.
Tem criança na escola só pela merenda.
Tem politico na dúvida: Ferrari vermelha ou Porsche amarela?
Hoje é arroz, feijão e salsicha, e arroz doce com canela.


Fiz essa musiquinha hoje pela manhã, tava vendo um documentário aqui.. Eu fiz brincando e tal e aí decidi postar, nada demais, mas quis variar.. Odeio fazer riminhas, ainda mais que sempre acaba em verbo, mas tentei evitar.
É isso.
Conrado Ranieri

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Saudade física.

Dr. Brain e Mr. Heart conversavam:
- E quando falo dos braços?
- Eu adorava os braços e a forma como eles se encaixavam perfeitamente em mim, e quando esticava pra laçar meu pescoço.
- Hm. E a boca?
- Ah, era incrível né? Sempre gostava quando cutucava os lábios quando pensava, e adorava quando mordia minha bochecha.
- Tá, e do peito, não lembra?
- Claro que eu lembro, eu ficava encantado em deitar em tamanha maciez, tamanho aconchego e como os poros indicavam arrepio quando eu beijava o pescoço.
- Ah! E o pescoço?
- Eu adoro o pescoço, e como eu sempre sentia o melhor cheiro do mundo, e como eu roçava minha barba e como agradava ela.
- E quando pensa nos cabelos?
- Eu adoro os cabelos! Pra passar a mão, pra enroscar os dedos sem querer, pra puxar até e claro, pra sentir o perfume.
- E as pernas?
- Das pernas eu gosto do fato de elas sempre estarem entrelaçadas quando eu acordo.
- Mas, você fala mesmo de saudades? As últimas citações você fez falando no tempo presente.
- Sim, mas eu que eu percebo que vocês estavam errados quando falavam da minha saudade. Enquanto eu relembrava, eu revia, enquanto eu revia, eu revivi. Minha saudade não é momento, é sensação prolongada, é a definição de sentimento.
Enquanto eu pensava eu percebi que involuntariamente eu fechei meus olhos e então, difícil pra você compreender, mas não houve passado, nem futuro. Não era nada além de agora, de presente perfeito. 
Eu respirei fundo e senti o cheiro exato que eu não deveria saber qual é há algum tempo, eu senti em minhas mãos, o toque dos dedos menores que os meus.
Eu a vi, mesmo de olhos fechados.
Percebi que minha saudade é física, tal como som que ouço ou cheiro que sinto, não é só definição do imaginário. É concreto.
Eu senti, não como quando sinto fome, eu senti por fora, eu senti pra fora.
Eu não pensei como quem relembrava, eu vi algo novo, e eu sempre vejo.
Tão real como eu achei que fosse.
Então eu abri os olhos e percebi que sei o que é saudades, e sei como quem sabe que respira mesmo não vendo o ar.

Mas percebi que pensei nesse momento todo e veio a frase que mata quem não vai.
"Mas, e SE..."
O que eu senti depois era "se", "if", "si", entre todos os idiomas que nomeam o que é o erro.
SE mata, e mata mais que saudades.

Se saudades, sim.
Se não.



Tem saudade e saudação.