Mostrando postagens com marcador Poesias Pobres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesias Pobres. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Só crianças.


Compartilhar

Somos só crianças, meu senhor.
Disse então que era culpa de quem que o mundo não dizia mais nada pra mim?

Não era culpa de Deus, e nem sei se da falta Dele.
Quem me crucificava eram os homens de Deus, que me arrumavam uma história completa de vida, só de me ver aos chãos.
E os que não eram homens Dele, nem me viam nas ruas.
Me ignoram e ignoram, dizem que existem tantos prós maiores.

Não eram os animais que me mordiam e picavam e eram cruéis comigo.
Eu também fui cruel com eles, sabe, é uma guerra da carne.
Talvez eles façam falta.
Talvez os bravos que levaram todos eles de mim, saibam menos ou nada sabem de mim, e deles.

Somos só crianças, meu senhor, por favor, apague essa luz?

Essas luzes todas nos matavam bastante, e a culpa não é do brilho.
É do escuro que faz nos cantos que a gente fica.
É da falta de luz em excesso, tão em excesso quanto a quantidade de luzes para eles que quem ver.
A falta de luz em nós fez com quem o brilho da luz pros outros soasse como medalhas e então tentaram tirar-nos do escuro.
E nos viram. E então pensaram em nos matar.

E nem é você, claro que não né?
Nunca é você.
É sempre o próximo. O outro.
Já te vi, e te vi tanto e tanto.
E nunca soube fazer nada.
E a culpa é dele, do outro, do próximo, do vizinho, daquele, enfim.
A culpa nessas frases é "nunca minha".
Eu sei, eu te conheço.

Diz pra mim, senhor, por quê estamos aqui?
Somos só crianças e não sei pra onde ir.
Juro que se eu soubesse, tinha ido desde quando nasci.

Você nunca sabe, não me destrata, é hipócrita:
Finge que eu não existo.
E é por você não me ver, todo dia eu corro.
Todo o dia eu morro, embaixo da ponte, ou em cima do morro.
Na mão da polícia ou na mão do ladrão.
Com a sua ignorância e pela sua indecisão.

Eu sou um resto, eu sei disso.
Eu sou o resto da sua comida, o resto do seu troco, o resto da sua água.
Eu sou o resto do todo.
O resto da desigualdade, da economia prosperante, do que se diz protestante.
O resto de tantas mudanças, de tantas evoluções, das mudanças sociais, da atitude dos radicais.
O resto da miscigenação, da influência estrangeira e do jeitinho zé carioca.
Eu estou à margem. Nós estamos.
As ruas por onde ninguém passa, as roupas que ninguém usa, os cantos que ninguém olha.
Eu sou o que sobrou desse mundo.

Agora me ajuda, senhor: acima de tudo, somos crianças.
Somos só crianças.
Só crianças.


Enfim, faz tempo que não posto, mas esses dias eu estava planejando sobre a gravação de uma EP aí, e escrevi isso, era um desabafo. Tenho muita raiva das pessoas hipócritas que me cercam.
Isso é um esboço de um fim do mundo..




domingo, 4 de março de 2012

Quanta criança....

Quanta criança não precisa de um sonho? De um chocolate?

De voltar pra casa e sentir a mão que afaga, não a que bate?

Criança que não conta no Censo, não tem validade.
Morre de canto, ninguém sente saudade.
Moleque que nasce pra linha de produção,
a roupa rasgada, rodinho na mão.

Criança gordinha, corada e sorrindo.
Presente pra ONU, UNICEF e político.
Pra todo mundo achar que o país é lindo.
Propaganda eleitoral trata gente como índio.

Criança pobre no Brasil tem o destino decidido:
Ou vai pra escola e passa fome ou vai pra rua ser bandido
Se tem 'bons pais' passa fome mas vai pra escola,
se é filho da desgraça vai pra rua pedir esmola.

Criança pobre que tenta estudar é o que político mais adora.
Vai na escola, fotografa, curiosamente em ano par, depois vai embora.
Ignora.

Tem político escolhendo fazenda.
Tem criança na escola só pela merenda.
Tem politico na dúvida: Ferrari vermelha ou Porsche amarela?
Hoje é arroz, feijão e salsicha, e arroz doce com canela.


Fiz essa musiquinha hoje pela manhã, tava vendo um documentário aqui.. Eu fiz brincando e tal e aí decidi postar, nada demais, mas quis variar.. Odeio fazer riminhas, ainda mais que sempre acaba em verbo, mas tentei evitar.
É isso.
Conrado Ranieri

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Saudade física.

Dr. Brain e Mr. Heart conversavam:
- E quando falo dos braços?
- Eu adorava os braços e a forma como eles se encaixavam perfeitamente em mim, e quando esticava pra laçar meu pescoço.
- Hm. E a boca?
- Ah, era incrível né? Sempre gostava quando cutucava os lábios quando pensava, e adorava quando mordia minha bochecha.
- Tá, e do peito, não lembra?
- Claro que eu lembro, eu ficava encantado em deitar em tamanha maciez, tamanho aconchego e como os poros indicavam arrepio quando eu beijava o pescoço.
- Ah! E o pescoço?
- Eu adoro o pescoço, e como eu sempre sentia o melhor cheiro do mundo, e como eu roçava minha barba e como agradava ela.
- E quando pensa nos cabelos?
- Eu adoro os cabelos! Pra passar a mão, pra enroscar os dedos sem querer, pra puxar até e claro, pra sentir o perfume.
- E as pernas?
- Das pernas eu gosto do fato de elas sempre estarem entrelaçadas quando eu acordo.
- Mas, você fala mesmo de saudades? As últimas citações você fez falando no tempo presente.
- Sim, mas eu que eu percebo que vocês estavam errados quando falavam da minha saudade. Enquanto eu relembrava, eu revia, enquanto eu revia, eu revivi. Minha saudade não é momento, é sensação prolongada, é a definição de sentimento.
Enquanto eu pensava eu percebi que involuntariamente eu fechei meus olhos e então, difícil pra você compreender, mas não houve passado, nem futuro. Não era nada além de agora, de presente perfeito. 
Eu respirei fundo e senti o cheiro exato que eu não deveria saber qual é há algum tempo, eu senti em minhas mãos, o toque dos dedos menores que os meus.
Eu a vi, mesmo de olhos fechados.
Percebi que minha saudade é física, tal como som que ouço ou cheiro que sinto, não é só definição do imaginário. É concreto.
Eu senti, não como quando sinto fome, eu senti por fora, eu senti pra fora.
Eu não pensei como quem relembrava, eu vi algo novo, e eu sempre vejo.
Tão real como eu achei que fosse.
Então eu abri os olhos e percebi que sei o que é saudades, e sei como quem sabe que respira mesmo não vendo o ar.

Mas percebi que pensei nesse momento todo e veio a frase que mata quem não vai.
"Mas, e SE..."
O que eu senti depois era "se", "if", "si", entre todos os idiomas que nomeam o que é o erro.
SE mata, e mata mais que saudades.

Se saudades, sim.
Se não.



Tem saudade e saudação.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Você Me Bagunça

Você me bagunça e não consigo me arrumar.

Arrumo as malas, me preparo pra mudar, até que você chega e joga tudo para o alto.
A sanidade e a saudade, o foco e o 'fico...'.
Eu fico e você sabe. Sem a sanidade e sem foco, fico também.
Ao menos, nesse momento, saudade vai embora.
Depois volta, como quem gosta de ficar, e eu nem ligo, porque no presente momento em que você está presente, o futuro é ultrapassado quando o agora era a hora que eu queria que chegasse.
Teu cabelo, teu perfume, teu brilho nos olhos escuros pra clarear essa noite.
A cor da tua pele, exata no contraste, perfeita pros meus filhos.
Sua voz alta e dócil, mas agitada, fazendo como sopro de vento na minha ansiosidade que eu tanto demorei pra aquietar.
Você me dá arrepio, calafrio, me tira do chão.
Me desconcerta e eu não quero conserto.
Você me bagunça e eu não quero evitar.




é tosco eu sei, mas saiu assim e nem pensei pra arrumar, valeu a intenção da espontaneidade.
o importante é urgência do que é dito, acho eu.
Ah, o Teatro Mágico tem uma música chamada Você Me Bagunça, é boa a letra também, apesar de a música ser nhé nhé um tanto...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Diário De Bordo - Capítulo 3

O Capitão, número 1, estava assustado a esse ponto.
No total eramos em 8, dois capitães e seis soldados, e eu era um soldado, o número 7.
Os Capitães tinham os números 1 e 2, mesmo com títulos diferenciados, os números ajudavam a nos comunicar via rádio.
Como dizia um famoso pensador, é só na hora da morte que a gente sabe como uma pessoa realmente é. Apesar de não ser um momento final, a nossa queda era iminente.
O Capitão 2 nem se levantava mais, se entupia nos poucos goles de alcóol que pudemos levar.
Outro pensamento que me assola é: Por quê nos colocaram nomes/termos de guerra? Capitão, soldado, 'em guarda', etc..
Levamos até algumas armas. Pra que artilharia? 
Lembro que saímos com a missão de 'estudo e reconhecimento'.
Nenhum de nós é cientista.

Mas ainda achavam que já estávamos maduros e inteligentes o suficiente pra sairmos de casa buscando outro lugar.
Isso não é como sair pra brincar de esconde-esconde.
As pessoas ainda não encontraram a paz e a harmonia.
Ainda vivemos sob o preconceito, racismo, patriarcado, inveja, ganância, entre outros. Ainda vivemos pra acumular pedaços de papel e títulos que nos conferem nobreza.
Vivemos pra ter saldo e não pra ser sábio.
E até hoje ninguém sabe onde é Hy Brazil.
Saímos de casa sem nunca brincar no quintal.

Bem como eu citei antes, essa situação agora se repetia constantemente.
A situação de conhecer a morte.
Por algum motivo, alguma experiência que eu vivi na juventude, eu já não era afetado por esses medos.
Eu já enfrentei a morte vezes antes dessa. 
Eu percebi que todos eles agiam com medo, mesmo sabendo que a morte era inevitável.
Vi que eu não estranhava, pois isso era tão comum onde eu morava.
A desilusão, a falta de vontade de qualquer coisa que fugisse a rotina de fazer o trabalho.
A cegueira funcional, todos eles ficavam vendo vídeos de humor óbvio e repetido, afinal era o que tínhamos pra ver aqui por cima por alguns anos.
E o alcóol que nos foi permitido para as noites de descanso, agora era café, almoço e jantar.
E ninguém conversava.
Éramos oito e ninguém mais falava mais que o necessário, mas todos falavam sozinhos, falavam de planos que não foram realizados.
Isso era tão mundano e tão terrestre.
Estava a anos-luz da Terra e me sentia tão em casa agora.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.




Muita gente morria sem nem se conhecer.
Poucos vivemos evitando a morte, e eventualmente morrem mais cedo, mas viveram.
Mas o pior é gente que morre vivo.
Alguns aos 20, ou 30, ou só aos 50, mas acaba acontecendo com muita gente.
Vive esperando o final.
Vive de pura repetição. E o inferno é a repetição.
"Viver é coisa rara, a maioria das pessoas apenas existe." - Wilde


Diário de bordo, capítulo 3.
A viagem entre nós mesmos.tir.
Soldado 7.
Espero não ter me feito claro, dói dizer tanto quanto dói sentir.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Caralho ó...
Tava ouvindo aqui no PC umas gravações perdidas do Bratinez, que Deus a tenha.
Haha porra, essa musiquinha que fiz ainda hoje gosto da letra.
Vou postar ela hoje.

Não Posso Gostar De Você

Não posso gostar de você, seria um pouco incosequente
Achar que dessa vez seria um tanto diferente.
Tento pensar que é mais um beijo ou um encontro casual.
Qualquer coisa que pra nós seria normal.


Qualquer coisa que não me deixasse tão distante.
Pensando que te teria por mais que um instante.
E me fingir indiferente já é tão cotidiano.
Mais uma vez me engano, mas assim já não dói tanto assim.


Não posso gostar de você, meu coração já não aguenta.
Tanta dor e incerteza, não há mais nada que me faça
querer chorar assim de novo e quando eu pensar em você
Você já vai estar com outro e eu não consigo entender.


Não posso gostar de você, meu coração já não aguenta.
Tanto dor e incerteza, vou deixar a luz acesa.
E me fingir indiferente vai ser tão cotidiano.
Sempre é assim quando é a gente, mas assim não dói tanto.


Não posso gostar de você, vou afogar as minhas mágoas.
Pra tentar te esquecer, vou evitar tuas palavras.
E pra nunca mais sofrer, vou andar pelas calçadas.
Procurando algum privê para não pensar em nada..


Antigo, meio bobin, mas eu gosto ainda, é lá de comecin de 2008.
Fique salvo na memória..

'Velha Avenida, onde deixei rastro de infancia que virou saudade
e hoje existe em cada esquina meu nome escrito para eternidade'

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

FUGAZ   
FUGAZ
(Rascunho, inacabado, sem definição, 19/09/2010, Conrado Ranieri)

E eu juro que queria ter mais tempo pra poder voltar no tempo e fazer diferente.
Juro que penso em você quase sempre e desejo que um dia o tempo fique a favor da gente.

Sei que desencontros nos fazem perder pontos.
E a gente tem costume de se acostumar.
E quando ver que já é tarde, eu desço na próxima estação e penso em voltar.

Mas sei, que no meio de tanta gente, vai ser díficil te encontrar.
E corremos tanto, que quando paro, acho que desci da esteira.
Quem fica à direita facilita a passagem, mas na minha frente tem tanto zero à esquerda.


E sabe a real? Às vezes, num interlúdio, acho que parei atrás deles na fila.
Mas é momentâneo, depois percebo, quanto mais gente estranha, mais é uma ilha.


Vem do meu coração o que guia meus pés.
E minha mente me leva pro que der e vier.


O que a gente não faz, o tempo cobra.
Se eu cochilar, não deixa, me acorda!
Eu te espero o tempo todo, vê se não demora...


E a gente sabe, não é despedida.
É intervalo na nossa novela.
Semana que vem, tô de volta, vê se me espera...


Mas você sabe, ontem partiu e o amanhã é ilusório.
Não espera chegar nosso velório.
O melhor é agora.
Eu te espero o tempo que for, vê se não demora...


Fim.
Ah, que saudades do blog, de escrever.
Isso é uma parte da Fugaz,do Projeto Cinza. Nem tem como descrever o que é ainda...
Mas a letra saiu agora esse pedaço.
E é pra ela, e ela sabe, e provavelmente só ela vai ler rs.

Amanhã outro post, se a preguiça o trampo deixarem eu ligar o pc com calma!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O PECADO.

"E quem diria que não somos o que achamos ser?
 
Desde o começo, o catolicismo alterou a história e a vida de Jesus.
Os homens de deus colocaram religião one só havia uma mensagem de amor.
Fizeram o minotauro virar a besta, o homossexualismo virar pecado, a vontade virar diabo, a mulher virar pedaço.
Hoje, teus padres abusam de crianças.
Teus pastores compram mansões com teu dízimo.
Tua assembléia separa homens e mulheres, dentro da casa do Senhor.
Tua igreja define santos e inventam imagens.
A tua outra, tem horário certo na televisão e fazem propaganda da cura de doenças, como se fossem analgésicos milagrosos.
Na outra, te ensinam que ganhar dinheiro é ser feliz, e só indo na igreja você ficará rico.


Então, se eu sou o pecador, quem é o santo aqui?


São sete pecados e dez mandamentos, ajoelhe-se no milho e comece o juramento.
Ou então mate, estupre, roube e mutile. É só se arrepender antes de morrer, e você está perdoado.
Se você for muito feio, não aparece na televisão. Mas se você for bonito é pecado se vender.
Se um crime acontece sem envolver nenhum 'famoso, teu corpo vai ser esquecido no esgoto.
Os homens da lei, e é assim que acontece.
As leis dos homens não são as leis dos deuses.
Um próprio homem alterou antes que a gente conhecesse.


Então se eu sou pecador, quem é santo aqui?


Se o Deus de vocês tiram uma vida só pra ter um porém (pra ensinar algo pra alguém?); 
Por quê Dr. Manhattan não é um Deus também?


É pecado eu dizer que se a lei vale pra mim, vale pra todos?
Santificar o motorista é justificar a batida?
Abençoar o assassino é alegria num velório?
Engraçado. Vocês acham bonita a história de Sodoma e Gomorra porque não estiveram em Hiroshima e Nagazaki.


Então, repito até ouvir resposta.
Se eu sou o pecador quem é o santo aqui?


O pecado foi ter existido sem nunca ter vivido, e morrer sem saber o que foi que perdeu.
O pecado é cultivar falsos princípios e ser falso moralista e pisar no teu igual.
O pecado foi ter deixado grandes amigos em busca de dinheiro e agradecer a Deus por iss.
O pecado foi mudar a mensagem Dele pra alienar toda uma existência sem grandes compromissos.
Toda ação altruísta tem por trás um egoísta.


Wilde não me deixa esquecer: Eu tenho que viver.
Não preciso de muito dinheiro, mas quero ter grandes amigos, vícios e caprichos, e chamar quem eu quiser de ídolo.
Quero ter lição de uma grande dor.
Quero ter paixões e um verdadeiro amor.
Quero esquecer o sofrer e poder falar: 'Eu vivi bem, e você?' "

Bem vindo ao começo, do fim.
Bom, pra constar e eu mesmo não esquecer, esse texto é um rascunho que vai virar música do BMM/PC que a gente tá começando.
Pra entender mais coisas do que eu falei logo no começo, indico a leitura de Genêsis; álias, engraçado.. Eu, que sou agnóstico cada vez mais gosto de ler a bíblia haha! E cada vez que leio odeio mais os crentes e as igrejas. É uma longa missão/jornada/empreitada, mas dedico a todos leitores.
Mas anyway, escrevi isso (re-re-re-)lendo O Retrato De Dorian Gray... Lord Henry é fascinante! E aí mistura que ando lendo coisas interessantes da bíblia, aí por hora saiu isso, pode vir mais. Talvez seja parte ainda do Esboço de uma teoria existencial, que eu comecei aqui ano passado e atééé hoje não acabei. Isso porque sempre que penso em acabar com 'Bem ao começo do fim' penso que se encaixa lá.
Mas enfim, a idéia final já picturealizada(haha) é bem poética e viajante: ao final da música/texto sentaria eu e um conhecido, em duas poltronas lado-a-lado, e atrás uma daquelas big janelas que ocupam a parede toda(tipo casa de rico) onde daria pra ver cores no céu, meteoros, fogo, enfim: o sinal do fim do mundo.
De um lado, eu estaria sentado com um tenis rasgado como sempre, fumando um cigarret, com uma cerveja e ao lado numa grande sala todos meus amigos juntos dando risadas, tocando violões, chorando de alegria, todo mundo se amando, e do outro, o camarada na poltrona e algemado nele várias maletas cheias de dinheiro e ouro, e chaves de carros e casas..
E aí então, como diria um grande "Alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada
Esquece que caixão não tem gaveta
E que dessa passagem, a aprendizagem é a única bagagem levada"
Essa seria a idéia final da música, o que nós levaremos e o que os pobre de espírito levarão?

Mas enfim, to escrevendo pra eu mesmo, leitor fiel desse blog ha-ha, ninguém que vier precisa ler..


Bibliografia.
Para maiores informações: http://daondevem.blogspot.com/2010/07/referencias-o-pecado.html

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ÁS SETE

"Quão cego fui ao ver pessoas passarem por mim e não olhar nos olhos?
O quanto fui prepotente ao fugir de paixões com medo de que, lá na frente, se tornassem amor, e eu, grande idiota que sou, confundiria com sofrimento?

O quão inocente tenho sido ao (fingir?) não ver que, na verdade, ninguém se importa com poesia, sentimentos e idéias?

Sempre foi só a aparência que importou, e eu, fraco que fui, tive que andar disfarçado em certas ocasiões de gente normal.


O quanto fui idiota ao achar que podia deixar tudo pra depois, e ver o tempo passar, e só agora, ver que tudo que era 'pra depois', já ficou pra trás?


O quão fraco fui, por me magoar ao esperar grandes coisas de ditas 'grandes pessoas'?
Porém, grande era meu pensamento.
As pessoas pequenas e o que veio delas, menos ainda.


O quanto fui materialista ao preferir ter brinde do que brindar?
Ao querer ter saldo ao invés de saudar?
Ao me preocupar mais com estourar a conta do que com contar histórias?


O quanto era eu, e hoje, é você?
Ruas que eu já conhecia se tornaram labirintos, e ruas que nunca conheci se tornavam casas.
Hoje passou. Amanhã, quem sabe."

É...
É meio velho, e não foi feito falando de mim somente, por isso chama 'às sete'...
Tem seus inspiradores. Velhos moralistas safados. HAHA
Deve ser de 2009. Não datei.

Enfim.
Vou assistir meu nome não é Johnny.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Palavras soltas..

Televisão ligada.
Final de domingo, começo de semana...
Agora, pra mim, é tudo a mesma coisa.


Mortes, fome, assaltos.. e sempre um sorriso na cara.
Morrem não sei quantas pessoas por minuto no mundo.
Você podia ser uma delas, sabia né? Eu também, pelo menos, isso já sei.
Você, eu, ele e seu sorriso.
Ou você acha que está fora das estatísticas?
Pára e pensa... reflete?
Não sou espelho, não mesmo.


Ela anuncia: tragédia no nordeste, governo ainda não sabe o que fazer, e o povo continua na rua.
Um minuto depois, anuncia com um enorme sorriso: E a copa continua, o Brasil é favorito!
É tipo, fodam-se os que já tão se fodendo. Danem-se os miseráveis e todos os outros problemas...
'O Brasil é favorito, e amanhã disputa..'
Favorito? Não no meu navegador.
Nem esta no histórico, eu apaguei faz tempo!
Mas pelo menos ainda conheço, mas, da grande maioria, quem conhece a história?

'O grande problema nessa copa é..'
Ela mesmo pensa nos seus problemas: Escova progressiva, foto na revista, filho mimado, fim de semana em Paris.
É um dilema!
Ela merecia escrever um livo.. 
Haha, acho engraçado essas 'pessoas públicas'
Igual aquela: 'Socialite escreve livro: Os Animais Também Falam'
Tsc tsc..
Tenho que parar de pensar nisso..


Tá virando um problema...
Ah, esquece! Problemas mais importantes no momento: ganhar a Copa do Mundo!
Se eu tivesse uma arma...


HAHA.
Definitivamente preciso arranjar um emprego.
Agora, mais que rápido.
Engraçado, escrevi esse 'texto' em 2006! Achei perdido na minha caixa de papéis...
Só dei uma mudada.. Mas tá baum. Continua valendo.
Agora vou me já que to com sono, e não posso ficar vagando muito, se não vou chorar ou ficar louco, ou os dois.
QUÉ.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Honestidade.

"Eu só queria pedir pra você um pouco mais de honestidade.
Quanto é que custa falar a verdade? 
Eu sei, não vai mudar, vou continuar a me iludir.
E fingir acreditar... que um dia pode ser melhor viver aqui.

Pra onde vão os meus impostos e as minhas multas por atraso?
Por que comerciais escondendo a verdade com letras pequenas, lá em baixo?
Eu queria ser honesto o suficiente pra dizer: Nada vai mudar, é aqui, na merda, que vamos morrer.


Mas não posso.
Tenho que ser o porto seguro do meu amor e da minha família.
Se eu for falar a verdade, vou piorar.
Deixo meu niilismo e minhas desesperanças naquela caixa escrita 'honestidade' que comprei, a prazo, com desconto. Sem consulta no serviço de proteção, e mesmo assim, ninguém dá crédito pra ela.
E eu vou pagar pelo resto da vida, eu não tive tempo de ler o contrato...
Tinha de ir trabalhar.
Afinal, tenho que ser o porto seguro do meu e da minha família.


Mas claro, a culpa é minha.
Quem mandou nascer terceiro mundista?


Na parte do comercial internacional que dizia ser um dos países mais ricos do mundo, estava escrito bem pequeno, lá no canto, que também é o mais desigual.
Mas não deu tempo de ler tudo, o comercial tem 15 segundos. É seu tempo pra assinar o contrato.
E as letras são tão pequenas... Do tamanho exato da importância que merece, pra quem não vai se importar mesmo, afinal, é comprar a pátria ou comprar a passagem. E assim, nos tornamos brasileiros.*


E eu comprei a pátria.
As prestações são vitalícias, e se chamam impostos.
Achei que nesse pacote, dentro da caixa, vinha um pouco de verdade.
Mas, pra ser honesto, agora é tarde."
08/06/10 04:15A.M
Com complemento feitos agora.
* Referência à Cazuza: "É matar ou morrer, e assim nos tornamos brasileiros."
Acho que misturei a ideia inicial sobre o tema com toda a mentira do nosso país.
Talvez separe-os depois, é que esse negócio de copa, tá me fudendo!



Eita...
Mil anos tentando arrumar isso e nada ainda dá certo.
E mais uma vez eu capotando na madruga.
É, trabalhar é um lixo, mas não trabalhar é um lixo pobre haha -n


Bom, como ainda continuo com esses problemas idiotas para formatar o modelo do blog, a postagem vai curta.
To com uns rascunhos e tal..
Hoje, pus um dos últimos que fiz, e um trechinho do poema de F. Pessoa (clássico, qual to me inspirando pra próxima, junto com Nietzsche)
Se alguém ler, comenta, fala, tomar que gostem, isso é, SE alguém ler, e gostaria de opinião sobre como tá o blog agora, se antes tava melhor e tal...
Fora tudo isso, segue o poema, e beijos que já já meu amor me liga pra ver jogo (L)



    POEMA EM LINHA RETA 
    Fernando Pessoa (Álvaro Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

domingo, 27 de dezembro de 2009

5 dias!

Esse ano tá acabando, já era hora, ein!? Ano miado.. mas
'Janeiro já ta quase aí, senero, confiante e cheio de si, saúde e simpatia no que há por vir'

Descrevendo a solidão (assim, em terceira pessoa) 
Versos que escrevi um pouco antes de começar a chorar.  *2
Trecho 1, rascunho 1#, sem violão.


"Estava preso nessa caixa de papelão, e você, que então veio me procurar.
Parecia confusão, não sei bem se queria me encontrar.
Fiquei tanto embaixo de chuva que aprendi a viver molhado.
E nesse estado em que me encontro não existe mais passado.


Foi embora, junto com a idéia de um futuro melhor.
E agora o que resta são versos de um homem só.
E implora para conseguir desatar o nó.


E nem tudo é intensidade porque na verdade é só paixão.
De quem foi ou ficou só quero saber se quando esteve foi de coração.
Não quero mais metade, nessa cidade é toda imensidão de vazio
em que encontro à solidão.


Me tira daqui, ou me deixar sair.
Em todo farol encontro distração.
É momentâneo e inconstante.
Todo movimento, e toda rotação.


Todo dia... encontro a solidão.

Versos que escrevi um pouco antes de começar a chorar,
e agora me perdi e quando é que vão me encontrar?
É mais clichê do que blasé conhecer tanto a sarjeta
e usar óculos escuros no frio pra esconder as olheiras.


Tantos muros e tantas ruas.
Todo dia encontro a solidão.


E agora parei de esperar encontrar alguma esperança.
Vou sentar nessa calçada e chorar feito criança.
Sei que é triste dizer: "Hoje eu sei que caí"
Imerso em desencontro, quem sabe um dia, por aí...


Nessas ruas da cidade, te encontro por acaso.
E quem sabe você, igual eu, não fará descaso.
Não espero nada a não ser te esperar.


Quem sabe... Nesse mesmo chão.
Porque todo dia eu só encontro a solidão."


Hora de dormir.
Dá bezo. hahaha

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Eita, abandono..
Agora vou voltar vai.. Sério..
Depois de alguns dias/meses/tempos, resolvi parar pra pensar, e acho, quase certeiro que decidi.

Agora vou voltar a escrever, e to com vontade de escrever sobre digamos a rotina de nossas vidas, a praticidade da vida moderna e tals..
É chato né? Também acho.. mas vou escrever agora assim como sempre no rascunho, mas que fique rezistrado haha


"Sete dias quatro vezes por mês, quarenta e oito semanas por ano.
(Porque pra quem não vive, não existe diferença entre uma semana e outra, um mês ou outro.
Só existe a separação numérica, que assim, como qualquer uso de números, é inútil.
Tudo bem, talvez exista uma leve diferença em dezembro.. mas é ilusória como a esperança de que um número a frente no calendário vai te trazer mais felicidade.)


Café em pó solúvel, para quem quer acordar rápido mas não tem tempo para espriguiçar.
Sanduichera, para quem quer o gosto do sanduiche mas não tem tempo para sujar as mãos.
Elevador, para quem quer ir direto ao cansaço mas não tem tempo para exercício.
X-Burguer de microondas, para quem quer comer mas não tem tempo de sentir sabores.
Ônibus na hora do rush, pra quem adora suor, mas não tem tempo para o próprio.
Novela, pra quem gostar de emoção, mas não tem tempo para sentir.
Paracetamol, para quem gostar de descanso mas não tem tempo pra pensar."

Ok. Ninguém nunca entende mesmo.
Eu tava querendo escrever disso mas sumiu o assunto agora. rs

"Quanto tempo faz que não há mais nada pra fazer?
Nem história pra contar, nada para dizer.
Como faz quando sabe que o último é você?
Nem gosto no café, nem cigarro pra acender."

Fuimijá!

domingo, 22 de novembro de 2009

Todo domingo, só quero ver segunda chegar.

Quanto tempo eu não posto aqui.
Haha, eita preguiça.
São muito papéis, muitas dúvidas e um certo desgosto por tudo.

 Eeeeeenfim.
As vezes falo sobre mandar tudo a merda, mas as vezes esqueço.
Mas as vezes lembro! rs


'Todo domingo, só quero ver segunda chegar.
E quando segunda chega, eu só quero ver ela acabar.
E é assim até sexta talvez, quando ás vezes, é um prazer que faz valer as horas.
E chego a conclusão de que isso é circular, toda semana é assim.
Quando começa o ano, pensa: "Esse ano eu vou aproveitar bem mais!"
Quando vê, já é novembro.
E quando o fim do ano chega, diz: "Esse ano voou, né?"
E é tão pouco...

A minha dúvida é: será que fugímos do fato de que não fizemos nada e o tempo passou?
Ou será que a gente corre contra o tempo pra ver o tempo passar e esperar algo de melhor?
As vezes a gente não sabe bem como se sente porque pensa no que quer antes e pensa no que perdeu depois, mas não pensou o que fazia na hora.
Fato é que nessa rotina de nossas vidas*, não sobra tempo.
Sobra sempre o intevalo.
E aí então, o intervalo virou o momento de glória de nossas vidas.
É o comercial durante a novela, quando você levanta pra olhar a janta.
É o horário de almoço, o único momento que respiramos durante o horário comercial.

E o final de semana, o seu tempo de glória, de paz, de felicidade,
e você vai ficar contando as horas pra acabar logo o domingo.
Que estranho, né?
É tipo estar morto.
É ficar com medo de ter tempo pra pensar, e então pensar que não fez nada, e aí desesperar por ter não ter feito, aí pensar no que podia fazer, aí perceber que já acabou o dia pensando, entrar em desespero por não ter feito nada e nem pensado, pegar uma arma, e se matar.
É por isso, entende?
Então, ninguém pensa e ninguém vive, mas por consequência disso, ninguém morre.

É a conclusão de um estado terminal. 
Domingo é o dia do perdão, segunda o da cachaça.
Domingo é o dia mais parado do mundo, segunda é o dia mais corrido.
Domingo você reclama, segunda também.
Até eu as vezes caio, mas não conta pra ninguém.'




 enfim, xo ir lá... que o fantastico começou ¬¬'


'I get cancer, I kill Jack'




 

terça-feira, 20 de outubro de 2009

'Dessas de amor, só quero uma sincera...'

Nossa, olha eu abandonando mas um link! Há!
Não tão cedo!
Aquele negócio de Twitter é passatempo legal para ler o do @OCriador e só!
Mas cá estamos nós, fiz algumas coisas esses dias não tão legais, ando muito negativo, assim com uma energia negativa, uma aura meio marrom assim, meio bege, sabe, sem vida..
Mas vamo que vamo, que fim do ano ta aê!

Minha tv ta sem sinal, uhul! ¬¬
E hoje meu dia não foi lá dos melhores, mas tem lá também seu lado bom!


'Por que se deixar magoar tão fácil?
É sempre assim, a gente sabe que não precisa, e entende qual parte que é a nossa.
Mas se deixa levar pra fossa

Mesmo sabendo que as vezes o caminho é tão ruim.


Mesmo assim, de todo precipício a gente se joga se sabe que ao menos alguém te empurrou.
Só com medo da solidão em cima das montanhas.
(O que demonstra claramente uma grande fraqueza no ser humano moderno: com a rotina marcada de todos os dias, com a falta de emoções inebriantes e falta de conhecimentos externos, qualquer outra pessoa que te cause disritmia mínima é motivo de casamento)

Alguns percebem que deveria ser o contrário.

Eu me jogaria do precipício se cair durasse mais e alguém me aguardasse lá embaixo.
Mas sabemos que ninguém me aguarda cair pra segurar, esperam por companhia sem saber sem entregar.
Querem nos ver de pé pra poder nos derrubar.


Quero ouvir risadas que nos tirem até lágrimas.
Quero sinceridade sem mãos armadas.
Queria ouvir uma canção que me disesse a verdade sobre a alegria de amar.
Queria uma canção que ficasse na memória e sempre me fizesse lembrar.
Espera... Dessas de amor, eu só quero uma sincera.


Quando começar, não quero tanta ansiedade, não é pra parecer paixão.
E se o tempo passar, quero a mesma companhia, eu falo, de coração.
Se a gente sempre soube o que quis, eu queria mais que uma vida pra te fazer feliz.
E quando eu cantar a alegria, eu quero que esteja comigo, profecia, dia-a-dia.


Posso não respeitar estruturas e estrofes.
Posso não concordar com regras e contar com a sorte.
Posso ser muito maior e querer mais do que isso.
Posso não ser comum e querer diferente, hoje sei, que somos bem mais fortes.


Quero fazer uma garota sorrir.
Quero sair sem saber pra onde ir.
Quero sentir teu medo, agasalhar teu frio e dormir no teu calor.
Quero tudo isso profissão, quero poder mesmo cantar sobre amor.
Espera... Dessas de amor, eu vou fazer uma sincera'


Ah é isso.
Foi feita agora.
E é só um esboço, falta lapidar e tal..
Se alguém ler, não espero que goste, só que entenda.

Deixa eu ir ver o Improváveis agora que é melhor (:
bjs

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Esboço de uma teoria existencial... 4

Oi (:

Minha postagem ontem deu erro hehe
Vamos ver se consigo lembrar de novo xD

'Antes, você se surpreendia quando vinham em tua janela, 
no meio da noite, enquanto seus pais dormiam só pra falarem que você é linda.
Você se surpreendia e achava que aquilo era a coisa mais linda do mundo.
E realmente, muito provavelmente, era mesmo.

Hoje não. Hoje você faz um make-up, põe as mais belas roupas,
mesmo sem sair de casa, passa toda a maquilagem pra ficar linda.
Só pra ter um álbum de fotos bonitas no Orkut.
Só pra ouvir aquele monte de gente que ás vezes nem se lembra quem é você,
mas adora comentar a beleza que você fingir ter.


E você, adora.
É pouco e é falso, assim como você, talvez por isso, você adora.
Talvez seja porque de perto, você não tem nada.
É só cabelo, roupa, maquilagem e poses.
Por foto não é carne e nem é podre, é imagem.
É belo e certeiro, encantador.
Mas de perto é podre, é eu e você e eles todos.
É um desodorante cherosinho, uma roupinha colorida, um celular que nunca toca, analfabeto funcional e social, e podre.
E você nem liga, porque o que é mais do que seu ego cheio? Nada.
O que é o conhecimento, a integração, o pensamento, se eles não enchem seu ego. Nada

E aí você adora, e cativa, e adora.


Hoje em dia, o ego é tipo o estômago.
Minha vó dizia: 'Roupa nova é bom mas não enche estômago.'
Você quando for avó, vai falar: 'Comida é bom mas não enche o ego.'


Tem um cara lá que falou uma frase legal, que todo mundo gritava na época:
'As flores são bonitas em qualquer lugar do mundo, muita gente tem forma mas não tem conteúdo.'*
Daqui uns dias vai ser gritado:
'As flores, (que usam calças justas, camisas descoladas, óculos de marca, andam em grupinhos e curte sensações) são bonitas em qualquer lugar do mundo, muita gente tem conteúdo mas não usa Nike nem Adidas.'
E você adora desde já, e com o tempo, vai adorar ainda mais.


Na época dos meus pais, pelo menos eles usavam drogas... humpf
E faziam mais sexo...

E eu falo novamente, antes de encerrar esse meio-manifesto-meio-conformismo:
Fique preparado, as coisas estão só começando... a piorar.
E você gosta, e logo menos vai adorar.
Quanto mais se torna comum, mais você quer se misturar.
E dessa babilônia, eu só quero a distância.


Quero sentar na beira da praia, do lado de uns grandes amigos, uma menina que me deixe contente.
Quero acordar cedo, tomar suco de laranja e comer pão de queijo, assistindo Tom & Jerry.
Quero abrir uma cerveja, numa árvore beira-mar, bater-bola, e depois me deitar.
Quero uma rede preguiçosa pra deitar, rodeado de pássaros e com meu cachorro.**

Quero uma comemoração, meu pai, minha mãe, minhas irmãs e os anciãos.
Um rolê sem aparências.
Um jornal sem tanta violência.
Uma vida, sem tanta descrença.



Quero o bom e o bom, quero mais, quero eu, você, e todos eles.
Quero abraços, céu estrelado, flor no jardim, e folia no meu quarto.***
Quero todo o amor que houver nesse mundo.




* Charlie Brown Jr - Zóio D'Lula (Acústico MTV)
** Chitãozinho e Xororó - A Majestade, o Sabiá
***O Teatro Mágico - Folia No Meu Quarto
***Forfun - Gruvi Quântico


E é isso que saiu hoje.
Falta esse pedaço que eu ia postar ontem e deu erro, foi um instante que pensei numa coisa sobre os 2 primeiros textos:

'Me lembro que quando criança, passava com meu pai por várias ruas que eu não conhecia.
E achava todas elas fantásticas, eram diferentes das ruas do meu bairro.
Passei várias vezes e nunca conheci.
Hoje, as conheço como se fossem as rua do meu bairro.
E não são tão diferentes assim, só eram diferentes pra mim, porque eu nunca havia ido.
Aí então, em um breve momento, pensando sobre todo esse porque d'a gente não conhecer nada além de nós, cheguei a uma conclusão.
Só pude conhecer essas ruas de verdade, quando aprendi a ir e voltar sozinho delas, quando tiver que andar, sobre os buracos, poças, e pedras delas.
E percebi que a gente realmente só pode conhecer de verdade aquilo que a gente pode alcançar sozinhos, e conhecer sozinho e depois sair sozinho.
Como é que eles podem querer chegar em outros mundos, se não entendemos nem mesmo o nosso?'

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Esboço de uma teoria existencial... 2

Own, choveu *-*
'Mas hoje sigo meus passos pra trás...
Carrego teu sangue nas veias mas minhas lágrimas marcam o caminho enfim à luz do dia... à luz do dia.'
Fantástico como essa música sempre me inspira.

Eu e o Nick (:
Assim, pra escrever.

- Parte 3 -

Li sobre guerras, mortes, ataques e sobre toda a violência.
E o que se esperam de nós, é a melhora.
Mas como podemos julgar melhora? Se o que antes era chamado guerra,
hoje, da janela de casa, vemos tudo acontecendo.
(Aprendemos a lidar com a violência como se fosse um fato comum, obrigatório, e é na verdade, visto que hoje não tentamos mais acabar com ela, e sim lidar.
É fácil fazer um protesto por paz quando se perde um ente querido.
Mas o egoísmo e a incessante rotina de nossa vidas, nos impede, de que tenhamos um ideal contra violência, pro exemplo, para seguir todos os dias.)
Perdemos todo o tempo do mundo pensando em uma forma de como ser melhor que o próximo?
Mas como? Somos todos tão medíocres.
Você ofende, ataca, xinga, cospe, e perde toda a paciência, pra diminuir o outro.
Tudo isso porque é você que é fraco.

Fato é que, se ando armado, é de idéias e pensamentos.*
Guardo para os melhores momentos.
Se tenho uma arma de fogo, não vou sair dando tiros para o alto.
Assim como não vou desperdiçar minhas palavras. **

E como você pode querer cuidar tanto de todas as outras coisas?
Penso eu, e penso sempre, será que todo mundo sempre acha que está muito bom,
a ponto de achar que já cuidou bem demais de si, e já pode falar dos outros?
Ou será que realmente se esqueceram que precisamos melhorar muito antes de sairem outros de nossas línguas?

Como caminhamos tanto para trás?
E hoje, queremos conhecer o futuro, abusar de toda a tecnologia possível, conhecer tudo que vem à frente,
conhecer os seres do outro mundo, mas nunca vamos chegar a um ponto útil.
Porque para saber do futuro, é preciso entender o passado e conhecer o presente.

Nosso passado é marcado.***
E ainda assim é destruído e desentendido.
Tudo que acontece tem conteúdo.
Tem motivo, modo, como aconteceu e como evitar. (E tem uma lição sempre a se tirar.)

Paramos no tempo, ou regredimos.
Pensamos em evolução, não paramos de consumir, só de pensar.
Quando a matéria-prima não mais existir, aí então, vamos pensar, porém não mais evoluir.
Talvez eu e você já estejamos longe, mas ainda podemos pensar por todos.

O homem está buscando cada vez mais meios de acumular bens.****
O homem da geração passada, ensinou tudo isso aos seus filhos.
Você vê pais ensinando filhos a correr em busca de dinheiro, sem se importar em ser feliz.
Carros novos, luxo, ostentação, e deixaram seus filhos cresceram, educados pela televisão.

E nós, os filhos, fomos criados pelas imagens da televisão.*****
O medo incessante da violência, a cultivação da beleza impecável, e comprar tudo que é caro.
Comemos Mc Donald's, bebemos Coca-cola, assistimos novelas da globo e mtv.

Bem-vindo novamente, você está no começo do fim do mundo.



*Fuzis e refrões - Blind Pigs
Chão de Giz - Zé Ramalho
Escala Latina - Forfun
Como Nossos Pais - Elis Regina
Geração Coca-cola - Legião Urbana

Ouça, para se inspirar (:

Por hoje é só, não estou lá empolgado para escrever.
Amanhã contínuo, e ponho um negócio velho que achei aqui...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O esboço de uma teoria existencial...

Primeiramente, ando sem criatividade para postar coisas legais.
Segundamente (?), vou voltar a postar direito..

- Parte 1 -
De mãos armadas, mas sem um porquê, acreditando em velhas doutrinas e crenças.
São milhões de pessoas indo sem direção, idéias falhadas, orações em vão.
As utopias que abdiquei pra continuar são, me deixaram caído na sarjeta.
E hoje, tão niilista e desesperançoso, continuo vagando, por mais que seja perigoso.*


Se hoje não há nada, que seja o que é, então.
Eu paro, penso, e no final, eu sinto que eu sou o que eu acho que devo ser.
E esse é o princípio de tudo, ser e estar, e acreditar no que se é.
Porque se não fosse, eu não acharia que é, entende?**


As pessoas fogem de tudo que importa: a paz interior, o conhecimento, o entendimento e a harmonia.
E trocam isso por uma aparência bonita, muito dinheiro gasto e doces de padaria.***
Aí então, você vê que tudo que acreditou simplesmente não existia.
Foi o que te ensinou teu pai e tua mãe, teus livros, e todas aquelas teorias.


Então é conclusão do que é a
Se eu acredito, existe. Se eu acho, é.
Se não for também não importa a ninguém, só a mim.
E você que não quer, que fique com o resto, porque isso sempre foi assim.


O consumismo exagerado, o rosto maquiado, o corpo modelado, o desequilibrio controlado.
É tudo o que você tem hoje, e te faz carne que vai pra terra.
Vai deixar bens materias, falsos amigos, história entediantes, e nenhuma idéia.
E não vai levar com você o que foi bom, porque nunca foi bom, só foi.. 


Esse é o princípio de toda a revolução.
Acreditar e amar uma idéia, fazer dela a emoção.
E por uma boa idéia, não se fazem guerras, porque idéias são a prova de balas.
Deve defender a sua, como você defenderia um ente querido, até que a morte os separe,

(Mas é claro, vivemos num vazio tão grande, que preenchemos com outra vida do lado, ao invés de preencher com tudo que nos é possível)


E é a nossa busca incansável por acúmulo e estabilidade
que nos faz distante da nossa evolução.
Contemplar o que se tem e ampliar o conhecimento, 
atingir a perfeição de cada momento, pra poder ir mais longe.


Numa outra vida, num futuro incerto, uma outra existência.


- Parte 2 -



Por que é tão díficil aceitar que existem muitos além de nós?
Quão egoísta é pensar que vivemos redondamente sozinhos?
Se toda sua crença é verdade, a minha também.
Meu Deus mesmo deixa isso bem claro em suas passagens.****

O ser humano não está preparado para saber sobre esses conhecimentos:
As existências superiores, inferiores, interiores e exteriores.
São fatos e história, e nada ainda se concretia na cabeças dos fracos.
Que não nos suma a inteligência dos homens, quando os céticos os poderem dizer: Com certeza.


Nos tornamos pobres de fé em tudo, e ricos de estagnação.
O que nos faz falta é ter inteligências pra alcançar a evolução,
quando não houveram guerras e desumanidade, quando a nossa raça puder entender a que viemos,
quando o homo sapien entender, após milhares de anos, o porque do nome 'sapien'.

Quando alcançarmos a plenitude espiritual, e a verdadeira razão de todas as técnologias,
Quando entendermos que somos um, e no fundo, somos o mesmo.
Quando quebrarmos as armas e consertamos a nossa integridade, 
aí então, talvez, estaremos pronto para conhecermos um pouco da verdade.

*Asteriscos marcados em algumas partes do texto*
* Os conflitos do oriente médio.
Matando ou morrendo, indo contra tudo aquilo que Deus desejava
Talvez, tenha contribuido bastante também para minha desilusão quanto a religiões.
** 'Penso, logo existo.'
Cogito, ergo sum significa "penso, logo existo"; ou ainda Dubito, ergo cogito, ergo sum: "Eu duvido, logo penso, logo existo" é uma conclusão do filósofo e matemático francês Descartes alcança após duvidar de sua própria existência, mas a comprova ao ver que pode pensar e se está sujeito à tal condição, deve de alguma forma existir
*** Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de influência que as empresas, por meio da propaganda e da publicidade, bem como a cultura industrial, por meio da TV e do cinema, exercem nas pessoas. Muitos alegam que elas induzem ao consumo desnecessário, sendo este um fruto do capitalismo e um fenômeno da sociedade contemporânea.
Resuminho lixo da Wiki, mas válido.
**** “Há várias moradas na Casa de meu Pai” – João 14, 2.
Allan Kardec no Livro Dos Espíritos:
Pergunta 55 – Todos os globos que circulam no espaço são habitados?
Resposta – Sim, e o homem da terra está longe de ser, como crê, o primeiro em inteligência, em bondade e perfeição. Todavia, há homens que se crêem muitos fortes, que imaginam que somente seu pequeno globo tem o privilégio de abrigar seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que Deus criou o Universo só para eles.



Encerro por hoje.
Após cigarros e cigarros, café em pó solúvel, minha fé deu nó.
Surgiu esse texto de uma coisa que sempre paramos pra pensar em noites em claro, vagando...
O que somos, por quê? Pra onde vamos, de onde viemos? E o que esta além de nós?
'Sim, a vida é maior que nós, de que me importa se já tenho vocês e a mim?'
Aí então, conversando com uns amigos numa madruga, tive a idéia de fazer uma música sobre toda essa questão, e aqui, hoje eu postei o texto da idéias inicial, fazendo agora mesmo, esse é o esboço mesmo, o primeiro rascunho.
As partes 1 e 2 estão aqui, ainda faltam umas três, acho.
Obrigado quem guentou ler até o fim, fala aí o que achou!

'Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais...'

Tanta coisa na cabeça, que eu falo depois.
Beijo, que já tá na hora de eu acordar e eu nem dormi ainda..

domingo, 16 de agosto de 2009

ânimo dominical

O tempo passa e um dia a gente aprende, hoje eu sei muito bem o que faz a minha mente.. Eu vi o tempo passar, tanta coisa mudar, então tomei um caminho diferente. Tanta gente equivocada faz mal uso da palavra, falam, falam, o tempo todo mas não tem nada a dizer. Mas eu tenho o santo forte! Ah, eu vou ganhar na loteria viu. To cansado de trabalhar nesse trampinho medíííocre que eu tô. Mas enquanto enquanto os navios não vêem ao porto, continuamos plantando os nosso grãos. "Mesmo não sabendo ao certo o que somos. A maioria insiste em nem ter tempo de saber. Fica decido que louco é aquele que ainda não sabe onde vai, e nem por isso segue todo mundo. A gente não nasce sabendo, e mesmo com toda a pressão de um senso comum, ás vezes não sabemos o que vamos fazer amanhã. E na real, isso não importa tanto assim. Se você sabe o que te aconteceu ontem, e o que fez hoje, saber do amanhã é consequência. Abra as portas. Se concentre. Tenha a paz interior e muita calma. Se prepare para a certeza da incerteza do amanhã. Não tenha medo, agora guie sem as mãos. Deixe seu coração bater. Faça o quer fazer, só não machuque ninguém. Essa não é só sua maior vontade, como é sua maior obrigação sendo um ser humano, e se dizendo vivo. Seja dono de si. Seja alguém." Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.

domingo, 19 de julho de 2009

Não passei na prova hehe Anyway... Cálcucos de gárgulas. Desço a cidade, que não me pertence. Três quartos sem espaço de tempo. Sem tempo pra ter tanto espaço. Um terço pra te guiar. E quanta escuridão que se passa de rua em rua Só por ser um gárgula e não ter se encontrado. Então tem culpa quem não pertence a esse lugar? E por quê ter asas e não poder usar? Porque só voam aqueles que sabem Que não importa o tamanho das asas Não se pode voar carregando um fardo tão pesado. A gente sempre acha estar no lugar errado. Mas mesmo assim, eu continuo caminhando. Contas, textos, filmes, de tanta solidão. Os cálculos que eu fiz não trouxeram resultados. Só me disseram ser um tanto mostro e um tanto abandonado Deixa pra lá... É.. planos, planos e planos... Falta terminar José A. Buendía, empaquei nela!